iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Polícia identifica suspeitos de roubo das batutas de Villa-Lobos no Rio

24/04 - 12:57 - Nara Alves, repórter iG no Rio

RIO DE JANEIRO - O delegado Carlos Alberto Abreu, da 10ª Delegacia Policial (Botafogo), já identificou um grupo de suspeitos do roubo das batutas e outros acessórios do maestro e compositor Heitor Villa-Lobos. Os objetos foram roubados do Museu dos Teatros, em Botafogo, zona sul do Rio, na semana passada.

De acordo com a polícia, foram realizadas perícias no local e funcionários do museu foram ouvidos, mas a falta de câmeras e outros sistemas de segurança estão dificultando as investigações, pois há poucos vestígios dos criminosos. O museu, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura, não tem seguranças.

Uma das linhas de investigação aponta para o envolvimento de funcionários, ex-funcionários e moradores da região, que serão ouvidos ao longo desta semana pelo delegado responsável pelo inquérito.

Além das batutas do maestro, os assaltantes também levaram um instrumento de sopro (petit bugle) da primeira orquestra do Theatro Municipal e acessórios da indumentária usada pelo ator Odilon Azevedo na peça O Imperador Galante, encenada em 1954, entre outros objetos.

De acordo com a polícia, os assaltantes entraram pelo buraco do ar-condicionado. Eles roubaram computador, scanner, impressora, tevê de 29 polegadas e fax, além do acervo do museu. "Em princípio não são criminosos especializados. Eles estavam atrás de objetos que pudessem vender", afirmou o delegado Eduardo Baptista, da 10ª Delegacia de Polícia.

Para a diretora de Museus da Secretaria de Cultura, Márcia Bibiani, os assaltantes acreditaram que as peças cenográficas fossem jóias verdadeiras, como uma tiara de arame pintada de dourado e as pulseiras em metal com pedras coloridas do figurino de Odilon Azevedo, marido da atriz Dulcina de Morais. "A batuta do Villa-Lobos era uma vareta fininha, de jacarandá. Mas estava com outras batutas com ponteiras douradas e prateadas. Acho que pegaram tudo junto, para tentar revendê-las", afirmou.

Márcia explicou que o museu está sem segurança desde o ano passado. "Houve contingenciamento do orçamento no governo anterior e os funcionários terceirizados foram dispensados. Estamos revendo isso nesse governo, mas infelizmente não conseguimos resolver todas as questões ", disse. Foi aberta sindicância interna para apurar o furto.

(Com Agência Estado)





US Multimídia


Publicidade


Enquete