iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Exposição no Rio de Janeiro leva grafite às galerias de arte

18/03 - 10:48 - EFE

Lorena Arroyo Rio de Janeiro, 18 mar (EFE).- A pintura mais politicamente incorreta saiu das ruas e chegou às galerias de arte no Rio de Janeiro na mostra "Fabulosas Desordens", que reúne 18 "grafiteiros" de várias nacionalidades.

O projeto promove também a elaboração de grandes murais em espaços públicos deteriorados do centro da cidade, porque "a vitalidade do grafite só se completa no ambiente urbano onde surge", afirmou a curadora da mostra e especialista em arte contemporânea, Daniela Labra.

O grande projeto da exposição é uma obra coletiva no metrô carioca, que foi realizada neste sábado pelos 18 artistas participantes da mostra.

"Fabulosas Desordens" completa-se com a projeção de filmes e a realização de debates sobre a relação entre arte e transgressão nesta arte urbana surgida nos anos 70 nos guetos de Nova York, como forma de protesto contra a exclusão social.

Do anonimato e das corridas para fugir da Polícia até o reconhecimento público em mostras internacionais, esses pintores de rua levam hoje sua arte à publicidade, televisão, cinema, moda, artes plásticas, ilustração e projetos educacionais.

"Se há seis anos o grafite era considerado apenas vandalismo estético, hoje representa a vanguarda em projetos de revitalização de espaços públicos e campanhas de publicidade para o consumidor jovem", afirmou Labra.

A mostra, em exibição na Caixa Cultural, o centro cultural da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro até 13 de abril, conta com grafites de 13 artistas brasileiros e cinco estrangeiros.

As paredes do centro cultural foram decoradas com trabalhos dos expositores, "em uma clara demonstração de que as instituições assumiram o grafite", afirmou a curadora.

Entre os participantes da iniciativa está o ilustrador espanhol Daniel Muñoz, o San, cujo grafite decora o muro de um prédio em ruínas na Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro.

San, que participa da mostra por intermédio do Instituto Cervantes da cidade, escolheu pintar na rua porque "é mais popular e, desta forma, estou pintando para todo mundo".

Para o artista, a aproximação do grafite com as galerias representa principalmente uma mudança no público, que é "um pouco mais rebuscado".

San começou no grafite de rua aos 12 anos, e atualmente trabalha como ilustrador de publicidade, capas de discos e meios de comunicação.

"Quero que minhas pinturas sejam sempre as mesmas, que não estejam condicionadas pelo meio", afirma o artista, que diz que nunca deu valor artístico a seus grafites, mas que "sempre foram uma ferramenta de trabalho".

San, que está pela primeira vez no Brasil, colaborou na exposição, entre outras obras, com um grafite circular que representa as primeiras impressões dos artistas estrangeiros sobre o Brasil.

A exposição conta ainda com nomes representativos do grafite, como o casal de franceses Scien & Klor, pioneiros em aplicar a estética do grafite ao design gráfico; Daze, representante da velha escola de Nova York, e Loomit, criador do estilo tridimensional. EFE lav ev/an




US Multimídia


Publicidade


Enquete