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O mundo presta homenagem a García Márquez no seu aniversário

07/03 - 00:24 - EFE

Bogotá, 6 mar (EFE).- O escritor colombiano Gabriel García Márquez foi homenageado hoje ao completar 80 anos de idade por amigos e admiradores de todo o mundo, com leituras de sua obra, ciclos de cinema e salvas de tiros em sua terra natal.

Os habitantes de Aracataca, localidade do departamento colombiano de Magdalena, onde "Gabo" nasceu, em 6 de março de 1927, prestaram homenagem ao escritor com uma alvorada musical e 80 tiros de canhão, que começaram a soar por volta da meia-noite de segunda-feira.

Os espaços públicos do povoado foram tomados por borboletas amarelas de todos os tamanhos, elaboradas em papelão, papel, metal e outros materiais para festejar o autor de "Cem anos de solidão".

Além disso, as autoridades municipais inauguraram um mural numa das entradas do povoado, mostrando o autor junto às borboletas amarelas imortalizadas em sua vasta obra e que voam ao redor de seu gigantesco retrato.

As homenagens pelo aniversário marcaram o começo de uma série de comemorações. O escritor festeja ainda em 2007 os 60 anos da publicação de seu primeiro conto, "A terceira resignação", os 40 da publicação de "Cem anos de solidão" e os 25 do Prêmio Nobel de Literatura, que recebeu em 1982.

Além disso, Gabo comemora os 20 anos da fundação da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) de San Antonio de los Baños (Cuba), da qual foi diretor.

A diretora do Ateneu Americano de Madri, Inma Turbau, leu hoje as últimas frases de "Cem anos de solidão" na homenagem da Casa da América ao Nobel colombiano na capital espanhola. A leitura coletiva e pública do romance reuniu escritores, atores e políticos.

A secretária de Gabo na capital mexicana, Mónica Alonso, disse que ele se sentiu "muito contente e muito bem de saúde" diante das manifestações de seus amigos e admiradores.

A imprensa do México dedicou hoje vários suplementos e artigos à figura do escritor colombiano para elogiar toda sua obra, especialmente "Cem anos de Sslidão", que escreveu no país na década de 60.

Na porta da casa de García Márquez na Cidade do México, onde vive há vários anos, chegaram diversos presentes como garrafas de champanhe, flores, livros e uma coleção de obras-primas do cinema mundial.

Os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, se uniram à celebração mundial com mensagens ao romancista.

Uribe escreveu em sua mensagem a Gabo que "mais de 100 destacados intelectuais do mundo escolheram 'Cem anos de solidão' como uma das 20 obras mais importantes na história da humanidade".

"O senhor é aval da busca da convivência e segurança dos colombianos. As negociações de paz bem-sucedidas têm sua marca. O seu ceticismo denunciou processos que não eram sinceros", destacou Uribe na carta ao Nobel.

Chávez, no seu programa de rádio "Alô, presidente", felicitou o escritor colombiano e disse que "muito provavelmente" ele comemorou com o presidente cubano, Fidel Castro, seu amigo pessoal.

O venezuelano chamou García Márquez de "infinito latino-americano", e leu parágrafos de alguns de seus livros, entre eles "Cem anos de solidão" e "O general em seu labirinto", sobre o líder independentista Simón Bolívar.

As homenagens ao escritor colombiano começaram na segunda-feira, quando cineastas da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e México, que levaram à tela algumas de suas obras, participaram de um simpósio no Festival Internacional de Cinema de Cartagena.

Cuba uniu-se às comemorações com o ciclo de cinema "Gabriel García Márquez na sétima arte", programada durante esta semana pela Fundação do Novo Cinema Latino-americano, presidida pelo escritor.

O jornal oficial "Granma" descreveu Gabo como "um cubano" e publicou em sua primeira página uma foto do escritor ao lado de Fidel Castro. "O amigo íntimo de Fidel e de Cuba chega hoje a uma nova primavera", dizia a legenda. EFE jrh mf




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