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Entrevista: Rodrigo Santoro fala sobre seu papel em Lost

14/02 - 01:43 - Omelete

O ator carioca Rodrigo Santoro concedeu uma entrevista exclusiva ao site Omelete, no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles. A viagem foi para conversar a respeito de 300, o aguardado épico que adapta a HQ homônima, mas como ele está trabalhando em outro dos projetos mais legais da atualidade, a telessérie Lost, o papo sobre a ilha foi inevitável. Para a entrevista de 300 aguarde a Revista Omelete, nas bancas em março.

Como essa experiência em Lost está mudando sua vida?

Bom, Lost mudou minha vida porque estou vivendo no Havaí! Agora acordo, vou surfar, tenho tempo pra praticar Ioga, ficar no meio da natureza... o trabalho é em locações maravilhosas e estou me divertindo muito.

Você teme o impacto que séries de TV costumam ter na carreira cinematográfica de alguns atores?

Eu nunca penso nas conseqüências de um trabalho porque é impossível ter qualquer tipo de controle sobre como as pessoas reagirão a ele ou como um determinado projeto afetará sua carreira. Jamais deposito minha energia nisso, mas sim no desenvolvimento do personagem. Sem falar que sou totalmente guiado pelo instinto - isso me parece bom, isso pode me ensinar algo, somar, desafiar, me transformar num ator melhor, ou mesmo numa pessoa melhor.

Lost me parece uma mudança interessante em sua carreira. No Brasil você é conhecido pelas, claro, novelas, e pelos filmes dramáticos como Carandiru e Bicho de sete cabeças. Em Lost seu personagem, Paulo, é um alívio cômico.

Basicamente, Paulo [o personagem de Santoro em Lost] acabou ficando assim, divertido, porque é o jeito dele. Ele não está tentando ser engraçado, é apenas a situação que o torna daquele jeito. Mas é diferente, sim, dos meus trabalhos anteriores. Você está certo, ele tem um lado cômico, mas eu não forço isso. O humor vem das situações. É um personagem divertido de interpretar.

É um humor natural.

Bom, eles começaram escrevendo assim e eu abracei essa idéia. Sabe, tem essa coisa em Lost que é interessante: você não faz a menor idéia do que está acontecendo. Essa é a grande beleza da experiência. Você está lá, recebe o roteiro uns dois dias antes de filmar e não tem tempo de planejar nada, desenvolver nada - apenas de estar ali, naquele momento. Isso é sensacional para um ator, pois adoramos tentar controlar as coisas. Assim essa experiência é totalmente aleatória - é literalmente sentir-se "perdido" (lost).

E você já sabe se continuará por lá?

Não faço a menor idéia. Quando chega o roteiro é que ficamos sabendo o que vai acontecer no futuro próximo. É isso. Quem sabe das coisas são só os roteiristas, e acho que só mesmo na cabeça deles. Duvido que eles contem qualquer coisa a alguém. É tudo um mistério - e isso é a alma do programa.

Leia a entrevista na íntegra no Omelete





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