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Brasil mostrará propostas que levará em 2008 para Feira de Arte de Madri

01/02 - 12:07 - EFE

Madri, 1 fev (EFE).- O Brasil apresentará, na próxima edição da Feira de Arte Contemporânea de Madri (Arco), uma amostra do programa artístico que prepara para 2008, ano para o qual foi designado como país convidado deste importante mercado da arte européia.

A próxima edição do encontro, com um orçamento de € 7 milhões (cerca de US$ 9 milhões), começará no dia 15 e será realizada pela primeira vez sob a direção de Lourdes Fernández, que assume no lugar da veterana Guillermina Gómez Baeza.

A Europa é o continente com maior representação, seguida pela América, onde, depois dos Estados Unidos, se destaca a presença latino-americana, liderada pelo Brasil.

Por conta disso, a Arco se esforçou, segundo seus organizadores, para contar com uma presença brasileira "de qualidade".

Ao todo, serão 13 galerias procedentes de São Paulo, Rio Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, que oferecerão uma amostra do melhor do panorama do país.

De São Paulo, considerado o foco artístico mais importante do país, oito galerias viajam para Madri, que se unirão aos espaços que representam o Rio de Janeiro, que atualmente vive um tímido renascimento artístico, após a decadência que começou nos anos 60.

A participação das galerias brasileiras na edição de 2007 da Arco foca sobretudo a seção "Projetos", dedicada à arte emergente.

Trata-se de espaços surgidos no século XXI que apostam em jovens artistas e novas formas de criação e que lutam pela abertura de novos mercados.

O mercado global se reflete também no mundo artístico, e as propostas brasileiras serão exibidas também em galerias de outros países que selecionaram obras de artistas brasileiros em seus programas.

É o caso de várias galerias portuguesas e dos Estados Unidos, assim como o de um centro de arte da Itália.

Além disso, estarão representados artistas do México, Costa Rica, Argentina e Chile, devido ao interesse que a América Latina desperta como "ponto de referência" da arte internacional, o que é refletido nas aquisições e salas que dedicam a artistas da região grandes pinacotecas como o MoMA (Museu de Arte Moderna) de Nova York e a Tate Gallery de Londres. EFE me pk/dgr




 
 

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