23/01 - 14:14 - Agência Estado

Mesmo com a reforma do Teatro Municipal, o Balé da Cidade de São Paulo não pára. O público poderá conferir nos palcos da Galeria Olido e de teatros distritais, como o Paulo Eiró e o João Caetano, espetáculos gratuitos do repertório da companhia - Divinéia, Axioma 7, Zona Minada e Frágil, entre outras.
Na programação ainda cabem novas peças encomendadas a destacados coreógrafos da cena nacional. Para brindar o primeiro semestre, uma grande turnê pela Europa.“Este será um ano muito diferente em vários aspectos. Da reforma à criação de uma fundação para o Teatro Municipal, o fato é que o show tem de continuar”, destaca a diretora do Balé da Cidade, Mônica Mion. A Companhia 1, a principal, aposta em coreógrafos brasileiros Maurício de Oliveira e Luis Fernando Bongiovanni, ex-bailarinos do BCSP, assinam dois novos espetáculos. A estréia está prevista para o fim do semestre, junho ou julho, e os ensaios começam após a turnê européia.
Tanto Oliveira como Bongiovanni conhecem bem a rotina do Balé. “Eles atuaram na companhia, trabalharam no exterior e voltaram com novas referências. Sem dúvida, são talentosos, e não deixa de ser uma aposta em uma nova geração”, diz a diretora. Ainda sem tema definido, os coreógrafos trabalharão simultaneamente. Uma vantagem para eles será a divisão do grupo de 29 bailarinos. “A proposta é que cada um trabalhe com, no máximo, 12 intérpretes. Precisamos de coreografias com elenco reduzido para atender aos teatros de bairros, por exemplo.”
Outro ponto alto da programação do ano é a turnê internacional. Duas equipes técnicas foram escaladas para acompanhar os bailarinos. Serão 37 dias entre Alemanha, Suíça e Áustria, compondo um total de 17 apresentações. “A expectativa é grande, uma vez que a Secretaria Municipal de Cultura participa da organização, dando um caráter oficial a essa temporada européia. Outro aspecto importante para o Balé é levar as coreografias Constanze, de Mario Nascimento, e Divinéia, de Jorge Garcia, para a Europa. São artistas brasileiros e, apesar de os teatros pedirem peças parecidas com aquilo que eles produzem, conseguimos montar um programa com a cara do Balé.”
A agenda da companhia 2, composta por bailarinos mais experientes, traz novidades, como a presença de Key Sawao e Ricardo Iazetta, que organizam nova montagem com título ainda indefinido e estréia prevista para abril, na Galeria Olido. Projetos independentes do Balé, que ocorrem na sua sede na Avenida João Passalacqua, continuam a todo vapor. Na última terça-feira do mês, o público é convidado a participar de uma jam session. Bate-papo com coreógrafos convidados e excursões de escolas públicas dentro do projeto O Que É Dança, seguem normalmente.
Quanto às mudanças, a diretora mostra-se otimista: “Creio que o projeto de transformar o Teatro Municipal em uma fundação refletirá, principalmente, na parte administrativa. A tendência é diminuir a burocracia e ampliar a autonomia do Teatro. Um dos pontos positivos está na regulamentação dos contratos trabalhistas”, destaca Mônica Mion. Além da fundação, outro projeto que caminha a passos largos é a Praça das Artes, que aproximará os corpos artísticos.
Quem quiser conferir a qualidade técnica do Balé da Cidade pode assistir no Teatro Paulo Eiró, às 18 horas de quinta-feira, às coreografias Constanze e Zona Mina-da.
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