24/12 - 13:16, atualizada às 18:55 25/12 - Redação com agências
SÃO PAULO – O corpo do compositor João de Barro, o Braguinha, foi enterrado nesta tarde no cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro.
O corpo do compositor foi velado na Câmara dos Vereadores do Rio. Aproximadamente às 16h30 o caixão foi levado em direção ao cemitério São João Batista, onde foi enterrado no jazigo da família.
O governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o prefeito carioca, César Maia (PFL), estiveram no velório, segundo a rádio CBN.
O caixão do compositor foi coberto com uma bandeira da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, a preferida de Braguinha. A letra de Velha Flamboyant, uma de suas composições, também foi posta sobre o caixão.
O músico morreu no início da tarde de domingo no Hospital Pró-Cardíaco, onde teve falência múltipla dos órgãos, causada por uma infecção generalizada de origem urinária.
Braguinha é considerado um dos representantes da "era de ouro" do carnaval brasileiro, período entre os anos de 1930 e 1940.
Nascido em 29 de março de 1907, Braguinha compôs mais de 500 músicas, a maioria marchinhas de carnaval, e adotou o nome de João de Barro, devido à oposição de sua família em ver o sobrenome vinculado ao mundo da música popular brasileira.
Apesar de não ter estudado música nem tocar nenhum instrumento, Braguinha compôs canções como "Chiquita Bacana", "As Pastorinhas" e "Yes, Nós Temos Bananas".
Braguinha é autor da música "Copacabana", que consagrou o bairro carioca pelo mundo nas vozes de diversos intérpretes. A canção rendeu ao compositor uma estátua no célebre bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.
O compositor também foi tema do desfile da escola de samba Mangueira, que venceu o Carnaval de 1984, ano em que o Sambódromo foi inaugurado.
A Mangueira pretendia prestar uma nova homenagem a Braguinha em 2007, quando seria comemorado o centenário de seu nascimento. A escola lamentou a morte do compositor.
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