PNUMA afirma que geleiras patagônicas são as que desaparecem mais rápido

Região sul-americana está no topo da lista de lugares ameaçados pelo aquecimento global, segundo entidade ligada à ONU

EFE |

As geleiras da Patagônia, no Chile e na Argentina, são junto as do Alasca as que mais rápido desaparecem do mundo devido a mudança climática, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta terça-feira.

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O documento apresentado na Cúpula da Mudança Climática de Cancún afirma que as geleiras da Patagônia e as do Alasca perdem massa de gelo a um ritmo superior as de outras regiões montanhosas do planeta, como a cordilheira do Himalaia e a dos Andes.

Segundo dados proporcionados pelo PNUMA, as geleiras da Patagônia perderam 35 metros e as do Alasca 25 metros no período de 1960 a 2003, enquanto o retrocesso no Himalaia e nos Andes foi de 10 metros.

Em contraste, o aumento das precipitações devido ao aquecimento global em algumas regiões como o oeste da Noruega, parte da Terra do Fogo e a ilha do sul da Nova Zelândia permitiram que suas geleiras aumentem de volume. Além disso, na região montanhosa asiática do Karakoram o avanço das geleiras invadiu áreas onda não havia gelo há mais de meio século.

De todas as formas, os especialistas advertem que as geleiras em geral estão em retrocesso. "Não podemos prever quando as geleiras desaparecerão totalmente, ainda estarão conosco por muito tempo, mas é um fato que estão em retrocesso", afirmou o diretor adjunto do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), Madhav Karki, ao apresentar o relatório durante a cúpula sobre a mudança climática.

O especialista não quis oferecer prognósticos como os que levaram o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) da ONU a afirmar erroneamente que as geleiras do Himalaia desaparecerão em 2050.

Por outra parte, Karki explicou que o degelo conduz à formação de perigosos lagos na região do Himalaia, com o risco de produzir inundações catastróficas. O relatório também chama a atenção para a perda de fontes de água para consumo humano, representada pelo desaparecimento das geleiras.

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