Pior sem ele: estudo defende acordo de Copenhague

Análise da Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, apresentada na Cop-16, defende que a meta de Copenhague pode ser atingida

Maria Fernanda Ziegler, enviada especial a Cancún |

AP
Manifestantes protestam em Copenhague, no ano passado: acordo frouxo pode ser positivo
A Agência de Avaliação Ambiental da Holanda (PBL) calculou o efeito da promessa de todos os países que participaram do acordo de Copenhague - 140 países se comprometeram a reduzir emissões ou controlar seu crescimento até 2020 -, e concluiu que se todos fizerem conforme o prometido, a meta de diminuir o aquecimento global em 2ºC ainda neste século poderá ser atingida.

Isto quer dizer que se todos os países respeitarem seus compromissos, as emissões anuais globais de gases com efeito de estufa ficariam em 49 bilhões de toneladas em 2020. De acordo com o estudo da agência holandesa, sem o acordo de Copenhague, o nível de emissões aumentaria em até 56 bilhões de toneladas, até o ano 2020.

Segundo com dados do IPCC, as emissões globais não poderiam exceder 44 bilhões de toneladas, para que se atingisse a meta de aumento de temperatura de ate 2ºC.

“Se você olhar para todas as promessas, de uma maneira otimista, alcançaremos cerca de 60 a 70% do total de redução das emissões de carbono necessárias. Mas isto só aconteceria se os Estados Unidos assumissem suas reduções, assim como a Europa. Mas há também um cenário mais pessimista, que provavelmente é o que vai acontecer“, disse ao iG Michel den Elzen, que apresentou uma palestra sobre o tema hoje na COP-16, em Cancún.

Existe uma diferença de 5 bilhões de toneladas entre a redução potencial prevista pelo acordo e a meta proposta pelo IPCC. Mas a pesquisa calculou que um pouco mais de esforço, a lacuna poderia ser preenchida.

Assim,segundo den Elzen, China e Índia teriam que aplicar a sua política nacional de clima, a redução das emissões no transporte marítimo e na aviação teriam que ser obrigatórias e globais, bem como o corte no desmatamento em países pobres deveria chegar a 50%, em países desenvolvidos, a 25%.

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