México propõe ser sede do novo Fundo Verde para o clima

Fundo tem objetivo de transferir 178 bilhões de reais ao ano para países mais vulneráveis aos efeitos do clima

EFE |

O México vai propor na 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-17) ser a sede do Fundo Verde para o Clima (FVC), informou nesta quarta-feira o ministro de Meio Ambiente mexicano, Juan Rafael Elvira Quesada.

"Falei com o presidente Felipe Calderón e ele me disse que quer que a sede do Fundo Verde seja no México, por sua condição de país em desenvolvimento e sua aposta pela economia verde", declarou o ministro em entrevista coletiva concedida em Durban.

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"Foi ideia do México criar um comitê de transição para o Fundo Verde, e nós lideramos este comitê. Por isso, achamos que podemos ser o país responsável por acabar de implementar este instrumento e torná-lo acessível às economias em desenvolvimento, além de ser um lugar no qual os países desenvolvidos podem confiar", disse Elvira.

O ministro afirmou que apresentará a proposta nesta quarta-feira (7) em seu discurso no plenário da COP-17. "Se os países nos apoiarem, queremos servir à comunidade mundial", acrescentou o titular mexicano de Meio Ambiente.

O Fundo deverá tramitar os US$ 100 bilhões (R$ 178 bilhões) anuais prometidos pelos países industrializados, que a partir de 2020 ajudarão os países mais pobres a adaptar melhor suas economias à tecnologia "verde" e ao clima extremo.

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O comitê de transição, estabelecido por mandato da COP-16 e formado por especialistas de diferentes áreas, trabalhou durante este ano na elaboração dos mecanismos do FVC.

As divergências sobre as fontes de financiamento, a forma de acesso aos fundos, a participação da iniciativa privada e as ações que poderiam se beneficiar desses recursos acabaram impedindo um acordo antes da reunião de Durban, com a recusa dos Estados Unidos e da Arábia Saudita em assinar o texto.

Os negociadores devem resolver suas diferenças para poderem liberar as contribuições econômicas necessárias e estimular as economias em desenvolvimento a adotar compromissos.

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