Lula diz que cúpula climática de Cancún acabará sem acordos

Presidente, que cancelou sua participação na cúpula, disse estar pessimista quanto à possibilidade de acordo sobre clima

EFE |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira de um ato em que o Governo anunciou novas reduções na taxa de desmatamento da Amazônia , e reiterou que a cúpula sobre mudança climática de Cancún "acabará sem nada".

Segundo Lula, o mundo não pode ter "nenhuma" expectativa frente à 16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP16) realizada no balneário mexicano de Cancún, da qual garantiu que terminará sem acordos, como ocorreu no ano passado na COP15 de Copenhague. "Não vai nenhum grande líder. No máximo irão ministros do Meio Ambiente", por isso "não se deve esperar nenhum avanço", disse o presidente.

Lula reiterou sua decepção com a cúpula realizada em Copenhague, da qual disse que estava "tudo pronto para chegar a um acordo fantástico", que, em sua opinião, afundou pela posição dos países mais desenvolvidos e, em particular, dos Estados Unidos.

Também insistiu que as ofertas de redução de emissões de gases poluentes apresentadas pelos países mais ricos era "uma coisa irrisória", acompanhada, além disso, por "planos muito nebulosos" para financiar ações de proteção ao meio ambiente nas nações mais pobres.

O presidente declarou que o Brasil "está cumprindo seu dever" e assume os compromissos que adquiriu em Copenhague, como a redução das emissões entre 36% e 38% para 2020. "O importante é que o compromisso que assumimos aqui, vamos cumprir. E vamos cumprir porque é nossa obrigação", sustentou.

As metas que o país colocou para diminuir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa se apoiam, principalmente, em uma forte redução das taxas de desmatamento na Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as medições feitas por satélite durante este ano indicam que o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 14% em relação a 2009, quando já havia ocorrido a redução de 45%.

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, precisou que, em 2010, a Amazônia perdeu 6.450 quilômetros quadrados de floresta, o que significa "o melhor resultado desde 1998", quando as medições começaram a ser feitas.

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