Greenpeace pede que Brasil diversifique fontes energéticas

Segundo estudo da ONG divulgado na COP 16, país pode produzir mais energia a partir de fontes renováveis

Maria Fernanda Ziegler, enviada especial a Cancún |

Gerar mais energia e mais energia renovável é o que propõe o Greenpeace para o cenário energético do Brasil em 2050. A ONG aproveitou a COP-16 para lançar o estudo “Revolução energética”, onde mostra que o Brasil poderia ter 93% de fontes renováveis até 2050 – hoje o índice é de 88% - levando em conta a hipótese de caso o pais mantenha o crescimento econômico atual e o consumo de energia quadruplique em quarenta anos, de 428 para 1442 Terawatts.

“Não necessariamente precisamos associar o PIB a uma emissão maior. O que nós do Greenpeace defendemos é a diversificação da matriz energética e a eficiência energética. É possível usar de maneira melhor a energia que temos tem antes de pensar em crescimento da matriz energética”, disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace.

No cenário apresentado pelo estudo do Greenpeace, o Brasil chegaria a 2050 com 45.6% da geração de energia vinda de hidrelétricas, seguida por energia eólica (20,38%), biomassa (16,6%) e energia solar (9.26%).

O estudo também fez as projeções para 2050, caso os investimentos sejam mantidos da forma como estão. Neste cenário, 72% da energia brasileira viria de fontes renováveis – a maior parte de hidrelétricas –, 5,3% de usinas nucleares e 21,8% de combustíveis fósseis.

“Acreditamos que esta política se deve ao conforto inicial que o potencial hidrelétrica que ainda temos e que coloca esta geração [de energia como] mais fácil de ser construída, com empreiteiras e políticos”, disse Baitelo, lembrando que as energias renováveis devem ficar mais baratas, enquanto as fósseis e termoelétricas tendem a encarecer.

Custos
Há uma diferença de custo nestes tipos de energia. Atualmente, a solar é a mais cara das energias renováveis, entre R$ 500 a R$ 100 mK/h. Depois vem a eólica, R$ 130 e hidrelétrica, R$ 100 mk/H. “Por enquanto há ainda potencial nas hidrelétricas. Ainda não precisamos usar as termoelétricas, e no futuro elas vão vai ficar mais caras”, disse.

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