EUA dizem bancar maior parte do acordo de Cancún

No congresso americano, quatro senadores republicanos se opuseram a liberação de dinheiro para o Fundo Verde

Reuters |

Apesar das dificuldades econômicas atuais, os países ricos precisam cumprir suas promessas imediatas de bilhões de dólares em ajuda climática às nações em desenvolvimento, segundo o principal negociador dos EUA para questões climáticas.

O acordo definido por mais de 190 países da conferência climática anual da ONU, que terminou no sábado em Cancún (México), prevê medidas para medição de emissões transferência de tecnologias limpas e uma verba de 100 bilhões de dólares a partir de 2020 para ajudar os países em desenvolvimento a mitigarem o aquecimento global.

Um novo Fundo Climático Verde ajudaria a canalizar parte dessa ajuda.

Mas a liberação total dos 100 bilhões de dólares está condicionada ao empenho e transparência dos países em desenvolvimento nas suas ações climáticas. O valor se soma a outros 30 bilhões de dólares que haviam sido prometidos na conferência do ano passado, em Copenhague, para o período 2010/12.

Quatro senadores republicanos dos EUA se opuseram à aprovação desse dinheiro, alegando que ele deveria ser usado para o combate ao déficit público norte-americano.

Mas o financiamento de curto prazo é "extremamente importante, uma parte central do acordo", disse a jornalistas Todd Stern, principal diplomata dos EUA envolvido nas negociações climáticas.

O Departamento de Estado diz que os EUA gastaram 1,7 bilhão de dólares no ano fiscal de 2010 com a ajuda à mitigação da mudança climática e com projetos de adaptação nos países em desenvolvimento. Para 2011, o presidente Barack Obama solicitou ao Congresso 1,9 bilhão de dólares em ajuda climática ao exterior.

    Leia tudo sobre: MUNDOEUACANCUN

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG