China não descarta assinar novo acordo de corte de emissões

Negociador climático chinês afirma que país está aberto para diálogo sobre segundo período de compromissos do protocolo de Kyoto

EFE |

A China afirmou hoje (2) que não descarta a possibilidade de assinar um novo acordo vinculante de corte de emissões. Até o momento, o país se mostrou favorável a apoiar o acordo, mas sem se submeter a essa obrigação dos cortes de emissões poluentes. A China é o maior emissor mundial de gases causadores do efeito estufa. 

"Não descartamos a possibilidade de um acordo legalmente vinculativo. Por nossa parte é possível, mas tudo depende das negociações", explicou o negociador-chefe chinês, Su Wei, na 17ª Cúpula da ONU sobre Mudança Climática (COP17) de Durban, na África do Sul.

Wei disse também que, à espera do eventual início desse processo, a China apoiará em Durban uma proposta que "assegure um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto", e estará aberta a um diálogo "construtivo".

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"Como estamos em processo multilateral, queremos ter um diálogo muito construtivo com outras partes para fazer com que o processo avance", comentou.

O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 e em vigor desde 2005, é o único tratado que fixa obrigações aos países desenvolvidos (exceto os Estados Unidos, que não ratificou o pacto) para reduzir emissões de gases do efeito estufa. O primeiro período de compromisso termina no final de 2012, sem que ainda se tenha conseguido estabelecer as bases do segundo lance do Protocolo, que deveria começar em 2013.

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Esta renovação se transformou em um dos grandes desafios da COP17. China, EUA e Índia, os três maiores emissores de gases, não estão submetidos a Kyoto e, até agora, rejeitaram se comprometer com objetivos legais de redução de emissões.

A União Europeia (UE) defende um caminho para conseguir em 2015 um acordo de redução de emissões de gases causadoras do efeito estufa que entraria em vigor em 2020, o que comprometeria todas as grandes economias, incluindo as emergentes.

Su Wei acrescentou que seu país está "preparado" para dialogar com a UE, apesar de insistir na necessidade de conseguir aprovar uma renovação do Protocolo de Kyoto.

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