China diz que aceita tornar obrigatória meta para emissões

Negociador chinês aceita inclusive ratificar o Protocolo de Kyoto, em uma manobra que pressiona pela sua prorrogação

Reuters |

A China está disposta a incorporar suas metas voluntárias de redução de emissões de carbono em um eventual novo tratado climático da ONU que seja de cumprimento obrigatório, disse um negociador à Reuters, numa concessão que pressionaria as nações desenvolvidas a aceitarem a prorrogação do Protocolo de Kyoto.

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O Protocolo de Kyoto expira em 2012, e sua prorrogação é um dos itens mais complicados na pauta da conferência climática da ONU em Cancún, de 29 de novembro a 10 de dezembro. Japão, Rússia e Canadá, entre outros, dizem que só aceitariam renovar seus compromissos se os países em desenvolvimento - que ficaram isentos no atual tratado - também tenham metas obrigatórias a cumprir na redução das suas emissões de gases do efeito estufa.

A China anteriormente havia rejeitado qualquer caráter obrigatório para as suas metas. Pela fórmula hoje em vigor, só cerca de 40 países desenvolvidos têm obrigação de reduzir emissões.

"Podemos criar uma resolução, e essa resolução pode ser vinculante para a China", disse o negociador climático chinês Huang Huikang.

"Pela Convenção (Climática da ONU), podemos até mesmo ter uma decisão juridicamente vinculante. Podemos discutir a forma específica. Podemos fazer nossos esforços como parte de um esforço internacional."

"Nossa visão", acrescentou Huang, "é que, para tratar dessas preocupações, não é necessário derrubar o Protocolo de Kyoto e começar tudo de novo."

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