Cidade prepara reforços policiais e militares para garantir que conferência da ONU aconteça sem problemas

Seis mil policiais e militares começaram a ser mobilizados no balneário mexicano de Cancún para reforçar a segurança e prevenir possíveis protestos de ativistas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP16), que começa na próxima segunda-feira.

"Entre 5.000 e 6.000 efetivos de segurança locais e federais participarão" das operações que, desde esta semana, começam a ser realizadas na cidade, informou à AFP Miguel Ángel Ramos, secretário de Segurança Pública do estado de Quintana Roo, onde fica Cancún.

Participarão, ainda, mais de 700 homens da Marinha que, a partir da quinta-feira estarão em vários pontos de Quintana Roo para realizar operações de vigilância tanto em terra quanto no mar, informou à imprensa a Zona Naval militar de Cancún.

Os homens da Marinha terão o apoio de 15 barcos militares que vigiarão a costa do Caribe mexicano antes do fim de semana, inclusive um navio hospital.

A este contingente militar se somarão elementos da polícia federal mexicana que se encarregarão da vigilância, principalmente nos hotéis designados como sedes e hospedagens para a conferência, da qual participarão representantes de mais de 194 países.

"Os elementos estão preparados para dar viabilidade e segurança ao destino turístico, tanto para os visitantes quanto para a cidadania" de Cancún, explicou Ramos.

Autoridades policiais de Quintana Roo estavam reunidas esta quarta-feira com comandos da guarda presidencial mexicana, a Marinha e a Polícia federal para detalhar a operação.

Ramos disse que 25.000 pessoas estarão presentes em Cancún durante a conferência, que se estenderá até 10 de dezembro.

Os arredores da chamada "Vila Climática", onde será celebrada uma reunião paralela, com a participação de especialistas e ONGs, serão objeto de uma vigilância especial por parte da polícia local.

Segundo Ramos, nas proximidades da "Vila Climática" foram instaladas quatro torres de sete metros de altura, de onde serão vigiados elementos da corporação.

De acordo com a chancelaria mexicana, 12 mil pessoas assistirão à "Vila Climática", que terá conferências e eventos culturais relacionados ao problema das mudanças climáticas.

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