Brasil vai coordenar entraves sobre futuro do protocolo de Kyoto

Conferência estipulou duplas de países em desenvolvimento com desenvolvidos para buscar soluções em obstáculos nas negociações

Maria Fernanda Ziegler, enviada a Cancún |

Maria Fernanda Ziegler
Christiana Figueres, secretária-geral da Conferência da ONU
Brasil e ao Reino Unido vão coordenar as negociações sobre o segundo período do Protocolo de Kyoto e juntos devem buscar uma solução para o tema. A partir de terça-feira (7) será iniciada a fase de negociações entre os ministros de estados na Conferência do Clima em Cancún e como alguns temas ainda precisam ser trabalhados, foram criadas duplas compostas por países desenvolvidos e em desenvolvimento para coordenar entraves das negociações.

A segunda fase do protocolo de Kyoto é o tema crucial nesta Conferência do Clima. Este é o único acordo obrigatório sobre a redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa e que expira em 2012.

O maior impasse da Cop-16 divide países e de acordo com Christiana Figueres, secretária-geral da conferência da ONU, “há não só duas posições para o futuro do protocolo, como várias”. Entre as diversas opções, há os países que rejeitam uma segunda fase, como é o caso da Rússia, Austrália, Canadá e assumidamente do Japão. Outros países defendem seu prolongamento, posição defendida pelo Brasil.

“Quando a posições são extremamente divergentes, os países entendem que embora tenham os interesses nacionais, é preciso levar em conta o consenso global”, disse Christiana que pontuou que países desenvolvidos, inclusive os EUA estão demonstrado interesse para que Cancún traga bons resultados na luta contra as mudanças Climáticas.

Confiança
A secretária de relações exteriores do México, Patrícia Espinosa reiterou hoje (6) na Conferência do Clima, em Cancún, que não há documentos com acordos feitos as escondidas entre países circulando pela Conferência do Clima, em Cancun. “Não há documentos secretos”, disse.

Desde o fim da semana passada há rumores de que países estariam fazendo acordos às escondidas, o que poderia prejudicar o andamento da Conferência por diminuir a confiança entre os países.

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