Brasil minimiza entrave na Conferência do Clima

Embaixador Figueiredo mostra surpresa com retrocesso no debate sobre continuidade do Protocolo de Kyoto

Maria Fernanda Ziegler, enviada especial a Cancún |

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador chefe do Brasil na Conferência do Clima (Cop-16) minimizou a possibilidade de que a questão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto emperre as negociações da cúpula. “Quando todos estão insatisfeitos, então temos um resultado”, disse.

Figueiredo afirmou ser uma surpresa para ele que alguns países tenham tomado “posições tão antigas depois dos avanços obtidos” durante algumas discussões realizadas ao longo do ano. “Nós estamos em um processo de consulta muito intensa. Existem dificuldades que insistem em permanecer neste momento na mesa de negociações e que parecem mais fortes em Cancún do que durante a preparação deste ano”, disse.

A posição retrógrada, da qual Figueiredo se refere, é a recusa de Japão, Canadá e Austrália em assinar a continuação do protocolo de Kyoto - único acordo vinculante sobre a redução das emissões de gases do efeito estufa e que expira em 2012.

Como consequência à posição dos três países, o bloco Alba (formado pelo Equador, Venezuela, Bolívia e Nicarágua) ameaçou não aceitar nenhum acordo, caso a continuação do protocolo de Kyoto não seja assinada.

“Eu espero que a qualidade de diálogo seja muito melhor até o fim da próxima semana”, disse Figueiredo.

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