Brasil atuará como facilitador das negociações climáticas

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo afirmou estar otimista com os resultas da cúpula em Durban

EFE |

A presidência da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas de Durban (COP17), que pertence ao país anfitrião, África do Sul, designou o Brasil como facilitador na busca de um acordo entre as partes, afirmou nesta quarta-feira o negociador-chefe brasileiro, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo.

Figueiredo manteve negociações com os diferentes grupos durante o dia de hoje em um hotel próximo ao Centro Internacional de Conferências de Durban, onde acontece a cúpula.

"Estamos completando ou, pelo menos, preparando assuntos para conseguir conclusões para amanhã (quinta-feira), mas ainda há várias coisas específicas que é preciso concluir", explicou o embaixador.

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"A África do Sul nos convidou para atuar como facilitadores das negociações que acontecerão nesta última fase da conferência", anunciou o negociador.

"Devo dizer que estou otimista com os resultados desta cúpula, e acredito que estamos perto de um bom resultado no que diz respeito ao assunto principal desta conferência: o segundo período do Protocolo de Kioto e os passos necessários para conseguir um acordo global após 2020", comentou Figueiredo.

"Alguns chamam de 'nova face da luta internacional contra a mudança climática'; outros de 'Mapa do Caminho'... O importante é que isto nos dará a autoridade para dar os passos seguintes para negociar", continuou.

A maioria dos países apresentou compromissos voluntários de redução de emissões até 2020, refletidos na Cúpula de Cancún de 2010 (COP16), à margem dos objetivos legalmente vinculativos que realizaram os países desenvolvidos incluídos no Protocolo de Kioto, cujo primeiro prazo expira em 2012.

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O embaixador brasileiro se mostrou igualmente otimista com o início de forma imediata do Fundo Verde do Clima, que pretende financiar ações contra a mudança climática em países em desenvolvimento, com verbas que aumentarão até alcançar os US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020.

O Protocolo, assinado em 1997 e em vigor desde 2005, estabeleceu compromissos legalmente vinculativos de redução de emissões de gases do efeito estufa para 37 países desenvolvidos, com a exceção dos Estados Unidos, que não o ratificou.

Os negociadores da COP17, que acontecerá até o dia 9 de dezembro, tentam concordar uma segunda fase que sirva de transição a um novo acordo internacional legalmente vinculativo.

Os países em desenvolvimento consideram crucial que as economias ocidentais ratifiquem esse segundo período, enquanto Rússia, Japão e Canadá não querem renovar o tratado enquanto seus concorrentes comerciais - China, Índia e EUA - não assumirem compromissos similares.

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