Grupo de manifestantes foi preso ao colocar cartaz no terraço de um hotel na cidade sulafricana

Milhares de pessoas protestaram na ruas de Durban
EFE
Milhares de pessoas protestaram na ruas de Durban

Um grupo de sete ativistas do Greenpeace foi detido nesta segunda-feira (5) em Durban por um protesto durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-17), confirmou o diretor-executivo do grupo, Kumi Naidoo.

Os ambientalistas (quatro sul-africanos, um alemão, um dinamarquês e um australiano) foram presos ao colocarem um cartaz com a mensagem "Escutem o povo e não os poluidores" no terraço de um hotel de Durban onde era realizada uma reunião empresarial paralela à cúpula da ONU.

"Foram acusados de invasão de propriedade", informou Naidoo em entrevista coletiva, revelando que os ativistas estão detidos "em boas condições em uma delegacia de polícia".

O chefe do Greenpeace acrescentou que as sete pessoas "serão postas em liberdade" ao longo do dia, após o pagamento de uma multa.

O protesto tinha como objetivo denunciar a chamada "dúzia suja" das corporações que, segundo a organização ambientalista, manipulam políticos para impedir o avanço de um acordo global contra a mudança climática.

"Muitas empresas falam em verde, mas trabalham sujo", ressaltou Naidoo sobre essas companhias, entre elas a petrolífera Royal Dutch Shell, o gigante do aço ArcelorMittal e a mineradora BHP Billiton.

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Cerca de 20 mil delegados e observadores de quase 200 países participam em Durban da COP-17, realizada de 28 de novembro a 9 de dezembro.

As reuniões de alto nível, que começam nesta terça-feira, irão desempenhar um papel essencial na discussão de assuntos como a renovação do Protocolo de Kyoto, que expira no final de 2012.

O protocolo, que foi assinado em 1997 e entrou em vigor em 2005, estabeleceu compromissos legais vinculados à redução de emissões de gases efeito estufa para 37 países desenvolvidos, com exceção dos Estados Unidos.

Os negociadores esperam formalizar um segundo período de compromisso que sirva de transição a um novo acordo internacional juridicamente vinculativo. EFE

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