Aquecimento global custa caro

De acordo com especialistas, promessa de Fundo Verde de R$ 170 bilhões pode não ser suficiente

iG São Paulo |

A grande expectativa para Cancún será a definição de um acordo sobre o Fundo Verde, que havia sido prometido em Copenhague. São US$ 100 bilhões destinados aos países em desenvolvimento, para que eles possam investir em meios de redução e adaptação às mudanças climáticas, como instalação de fontes de energia limpa e medidas antidesastres ambientais.

Muitos economistas ambientais dizem que este valor será suficiente apenas para ajudar os países em desenvolvimento como Brasil e Índia a tornar seus parques industriais mais verdes. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), 75% do crescimento da demanda por energia no mundo virá de países em desenvolvimento.

Não-acordo custa caro
O atraso de uma decisão para o corte de emissões de gases do efeito estufa também custa caro. Ainda segundo estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), o custo de uma ação firme contra o aquecimento global até 2030 subiu de 17 para 18 trilhões de dólares só por causa do fracasso das negociações em Copenhague.

A agência afirma que é necessária uma profunda transformação do sistema energético mundial para que seja limitado o aumento da temperatura na Terra a 2ºC. "Se ainda não houver acordo em Cancún e na África do Sul (sede da reunião climática da ONU em 2011), esse custo irá subir mais, e isso tornará ainda menos provável que algum dia tenhamos um acordo", disse à Reuters Fatih Birol, economista-chefe da AIE. Os custos, explicou, estariam relacionados à migração do uso de combustíveis fósseis para as energias limpas, como a eólica e a solar.

No relatório de 2010, a AIE afirma que os "gastos adicionais" necessários chegam a 11,6 trilhões até 2030, ou seja, um trilhão a mais que o estimado ano passado.

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