UE reconhece pressão sobre países pobres na COP-15

A conferência sobre o clima em Copenhague atingiu um ponto delicado no momento em que o Grupo dos 77 (que reúne países pobres e potências emergentes, como Brasil, China e Índia) considera que precisa de mais tempo para chegar a uma posição comum, afirmou a ministra do Meio Ambiente da Espanha, Elena Espinosa. A União Europeia (UE) começou a reconhecer que a pressão sobre o G-77 é grande, tendo em vista que o grupo não é muito homogêneo, acrescentou ela após uma reunião de coordenação do bloco.

Agência Estado |

Espinosa disse que a ajuda a países em desenvolvimento precisa ser intensificada. "Uma das questões que temos de resolver é o financiamento internacional que precisamos estabelecer para ajudar todos os países em desenvolvimento", afirmou. Segundo ela, ainda é cedo para dizer se Copenhague vai resultar num acordo fraco ou "descafeinado".

A China concorda em permitir que países pobres em desenvolvimento tenham prioridade em receber os recursos das nações ricas para combater as mudanças climáticas, disse Zhu Guangyao, ministro assistente de Finanças. O país vai manter sua postura de exigir que os países ricos doem entre 0,5% e 1% do Produto Interno Bruto (PIB) como recursos para ajudar os países em desenvolvimento para o período até 2020 e depois disso, afirmou Zhu. Ele não disse se Pequim vai insistir que parte dos recursos sejam destinados à China. As informações são da Dow Jones.

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