Rascunho de negociação chega às mãos de ministros e chefes de Estado sem muitas conclusões

COPENHAGUE - A apenas três dias do encerramento da Conferência Climática da ONU, em Copenhague, as negociações seguem paralisadas e sem indícios de avanços sobre um acordo que regulamente as emissões de gases do efeito estufa. Os negociadores trabalharam até as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, mas o rascunho da proposta final, que agora passa aos ministros e chefes de Estado, não é conclusivo.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

Os dois documentos que serão trabalhados nos contatos de alto nível que começam nesta quarta-feira contêm inúmeros parênteses que denotam trechos que ainda precisam de definição.

Diante da falta de resolução, os grupos envolvidos nas negociações declararam precisar de "direção política". Está previsto que a presidente da conferência, a dinamarquesa Connie Hedegaard, se reúna com várias delegações para tentar conseguir um consenso e evitar um fracasso do diálogo.

As 192 delegações tinham como base de trabalho duas minutas sobre o financiamento dos países ricos aos pobres para mitigar as consequências da mudança climática, no qual não apareciam números, além de outro texto com as porcentagens a serem negociadas das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) até 2050.

Tensão

O clima é tenso também fora do Bella Center, onde acontece a reunião climática da ONU.

Os organizadores e a polícia dinamarquesa intensificaram nesta quarta-feira as medidas de segurança diante da ameaça do grupo ambientalista "Climate and Justice" de invadir o centro de conferências onde acontecem as negociações, após a limitação do acesso de ONGs e entidades civis ao prédio.

Unidades da polícia antidistúrbio se posicionaram com cães treinados nos arredores e o acesso foi fechado ao trânsito. Nos dias anteriores, a polícia agiu com contundência contra os manifestantes e deteve mais de 1.300 pessoas. A maioria foi libertada pouco tempo depois.

A ONU também encerrou o credenciamento para a imprensa, após o registro de 3.500 jornalistas, que hoje tentarão cobrir 46 coletivas de imprensa e 38 discursos de chefes de Estado e de governo. 

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