Primeiro prédio carbono neutro de Copenhague une arquitetura e tecnologia

COPENHAGUE ¿ Há cerca de dois anos, a Faculdade de Ciências da Universidade Dinamarquesa propôs um desafio: a construção de um prédio neutro em emissões que não dependesse unicamente de tecnologia e não comprometesse a arquitetura. O resultado foi apresentado à reportagem do iG e é um projeto que desenvolveu técnicas que já são usadas em outras construções da capital dinamarquesa.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

O Green Lighthouse, ou "farol verde", é um prédio que depende do sol. Artigo raro nesta extremidade do hemisfério norte, o sol alimenta não apenas os painéis que captam energia, mas também aquece o prédio na maior parte do dia.

Carolina Ribeiro
Arquiteto Michael Christensen, responsável pela construção.
Arquiteto Michael Christensen,
responsável pela construção

"As janelas amplas mantêm preso aqui dentro o calor gerado por ele, mesmo que seja pequeno", explicou o arquiteto Michael Christensen, responsável pela construção.

"Geralmente, os prédios sustentáveis do hemisfério norte são feitos com paredes grossas e janelas pequenas. Nós fizemos o inverso, paredes mais finas com um isolamento quase perfeito, e janelas amplas", ele explicou.

O prédio foi construído em um ano e inaugurado em outubro, a tempo da conferência climática da ONU. "Muitas pessoas dizem que ele não parece sustentável e esta é a ideia. Nós queríamos um prédio no qual tudo funcionasse para que ele fosse sustentável, sem comprometer sua aparência", disse Christensen.

A arquitetura representa 75% da economia de energia do prédio, enquanto as tecnologias de ponta empregadas na sua construção e manutentação equivalem aos 25% restantes. Foram gastos 37 milhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente US$ 7,2 milhões) no projeto.

A proprietária do imóvel, a Agência de Propriedade da Universidade Dinamarquesa, afirmou que o investimento será rapidamente recuperado pois os gastos com o prédio equivalem a um quinto do que um prédio "comum" custaria.

Além disso, "o que deu certo neste projeto já é usado em outras construções em toda a cidade e isso irá economizar dinheiro o suficiente para que tenha valido a pena", explicou Sajet Mahmudovski, engenheiro do órgão.


Prédio carbono neutro de Copenhague / Carolina Ribeiro

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