Obama chega a Copenhague em dia decisivo para acordo climático

COPENHAGUE - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou na manhã desta sexta-feira a Copenhague, onde participa da 15ª Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15). A presença de Obama é considerada decisiva para a possibilidade de um acordo de combate ao aquecimento global.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

Obama e outros líderes mundiais já se encontram no Bella Center, onde as negociações foram retomadas por volta das 10h de hoje.

Participam da reunião 27 líderes mundiais além do presidente norte-americano e o secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon

Nesta madrugada líderes mundiais presentes na cúpula participaram de uma reunião extraordinária a pedido dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkoy, onde rascunharam um possível acordo político.

AFP

Em meio ao frio, Obama desembarca em Copenhague

A declaração deve mencionar a necessidade de limitar o aumento da temperatura no planeta a dois graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais. Para alcançar o objetivo é preciso estabelecer metas de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa nos países desenvolvidos a médio prazo (2020) e para o conjunto dos países até 2050.

Rumores

Segundo uma análise confidencial da ONU, revelada na quinta-feira pelo jornal britânico "The Guardian" os cortes de emissões oferecidos permitiriam um aumento na temperatura global de cerca de 3ºC.

O índice supera a sugestão do IPCC (painel do clima da ONU) de que o aquecimento global seja limitado a menos de 2ºC até o fim do século. Segundo o IPCC, um aumento superior dificultaria a adaptação da humanidade e dos ecossistemas. Para isso, as emissões globais precisariam cair entre 20% e 45%.

A análise seriamente põe por terra as declarações dos governos de que seu objetivo é limitar as emissões a um nível que impeça um aumento superior, até 2100, de não mais de 2ºC.

Um aumento de 3ºC significaria que mais 170 milhões de pessoas sofreriam com inundações nas regiões costeiras e 550 milhões estariam sob risco de passar fome, de acordo com dados do governo britânico. O índice também deixaria 50% das espécies sob risco de extinção.

O documento confidencial da ONU, com data de terça-feira, foi elaborado durante a Conferência de Copenhague. Nele havia carimbos de "não distribua" e "esboço inicial". 

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