Negociadores em Copenhague sentem pressão do tempo

Os negociadores na conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Copenhague, começam a sentir a pressão do relógio, uma vez que eles ainda têm dificuldades para resolver muitas das questões em aberto antes do encontro dos líderes mundiais na sexta-feira. A chegada iminente de bem mais de cem líderes afeta totalmente a negociação, disse o enviado dos Estados Unidos Todd Stern.

Agência Estado |

"Todos que têm o chefe chegando estão particularmente ávidos para ter as coisas na melhor forma possível. Então acredito que isso está colocando pressão, mas é provavelmente uma pressão saudável."

Os negociadores desperdiçaram tempo precioso ontem, quando o Grupo dos 77 (G-77), que inclui países mais pobres e grandes economias emergentes, como Brasil, China e Índia, deixaram as negociações, acusando os países industrializados de tentar matar o Protocolo de Kyoto. Isso levou à suspensão das negociações oficiais, e o presidente da conferência nomeou cinco grupos de trabalho diferentes para avançar nas consultas sobre questões espinhosas. Os grupos se reuniram no início desta terça-feira e deveriam se reportar a todos os delegados em um encontro plenário ainda hoje.

A conferência de Copenhague busca encontrar um novo acordo sobre regras internacionais para limitar o aquecimento global depois de 2012. Os países em desenvolvimento querem manter a estrutura do Protocolo de Kyoto de 1997 - que exige que as nações ricas, mas não os países pobres e nem os EUA, cortem as emissões de gases de efeito estufa - com um novo documento para complementá-lo.

Muitas nações desenvolvidas preferiam um novo, único e mais abrangente documento, embora a União Europeia tenha sinalizado hoje uma abertura na sua abordagem. O ministro do Ambiente da Alemanha, Norbert Roettgen, disse que "nós aceitamos que isso não pode ser a base neste momento da nossa discussão, e, então, aceitamos essa abordagem em duas linhas".

Mais de 110 líderes mundiais devem se juntar às negociações na quinta e na sexta-feira, com alguns, incluindo o premier britânico, Gordon Brown, já chegando na cidade hoje. Eles devem tomar as decisões finais para engajar seus países em um novo acordo para limitar o aquecimento global. Porém as discussões caminham de forma mais lenta que o previsto, por causa das tensões sobre quem deve cortar as emissões de dióxido de carbono e quem deve pagar por isso. As informações são da Dow Jones.

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