Lula critica EUA e diz que clima deve ser prioridade global

SÃO PAULO - Após a conclusão de um acordo sobre o clima pouco ambicioso realizado em Copenhague com a participação do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o tema passou a constar na agenda internacional e criticou os EUA por desestimularem as iniciativas das demais nações.

Reuters |

"O que se discute agora, é quais as medidas que nós vamos tomar para que a gente comece a desaquecer o planeta e a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Então, eu acho que isso foi uma coisa que ficou clara para todo mundo, mesmo aqueles que concordaram e que não concordaram", afirmou Lula no programa de rádio semanal Café com o Presidente.

Foi sua primeira manifestação após participar da chamada COP 15, que terminou na sexta-feira na Dinamarca, com a participação de cerca de 190 países.

O presidente afirmou que os Estados Unidos enviaram ao Congresso uma proposta de reduzir os gases responsáveis pelo efeito estufa em 17 por cento, tendo como base o ano de 2005. Segundo Lula, se a comparação fosse com 1990, data-referência do Protocolo de Kyoto, que não teve a adesão dos norte-americanos, a redução é de apenas 4 por cento.

"É muito pouco", concluiu. Lula vai ainda mais longe na crítica ao afirmar que, ao tomarem essa atitude, os EUA fizeram com que países europeus e o Japão quisessem acabar com o Protocolo de Kyoto para que eles também não tivessem mais os compromissos com metas e com financiamento.

Segundo Lula, os maiores culpados pelo aquecimento global da temperatura são os países mais industrializados, que vem poluindo o planeja nos últimos 200 anos.

Ainda assim, Lula diz que "terminamos fazendo um acordo. Depois de muita tensão, nós nos colocamos em um acordo entre China, Índia, África do Sul, Brasil e Estados Unidos, que resolveu o problema do Protocolo de Kyoto."

Lula afirmou que, após o término da cúpula, "o sentimento que fica é o sentimento de que os governantes do mundo inteiro vão ter que ter esse tema sempre como prioritário, para que a gente encontre uma solução definitiva e possa garantir a manutenção e a existência do planeta Terra, permitindo que a espécie humana sobreviva".

Ele acredita que até o próximo encontro sobre o tema, no México, em novembro de 2010, os países devem chegar a um acordo.

"Eu acho que agora até o próximo encontro, no México, nós deveremos fazer um acordo e todo mundo concordar para que a gente possa, então, definir uma política mundial para que a gente trabalhe o desaquecimento global", disse Lula.

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