Lula cobra ação ambiciosa de ricos em reunião sobre clima

COPENHAGUE (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quinta-feira, na reunião da ONU sobre mudança climática, uma posição mais ambiciosa dos países desenvolvidos e disse que não se pode esconder cartas na manga, referindo-se à difícil negociação de um acordo contra o aquecimento global. Para Lula, os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito-estufa à altura de suas responsabilidades históricas.

Reuters |

Em discurso durante a reunião, o presidente defendeu um aumento máximo da temperatura média global de 2 graus centígrados como referência nos compromissos dos países.

"A ambição de reduzir em 50 por cento as emissões globais de gases do efeito-estufa em 2050 em comparação com o ano de 1990 ajudará a assegurar esse objetivo", afirmou.

"Essa conferência não é um jogo onde se possa esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores."

O presidente afirmou ainda que a meta do Brasil de reduzir suas emissões em até 39 por cento até 2020 exigirá recursos da ordem de 166 bilhões de dólares.

"É inaceitável que os países menos responsáveis pela mudança do clima sejam os mais prejudicados", disse.

O presidente ressaltou ainda a importância de controlar o aquecimento global para permitir o crescimento econômico e superar a exclusão social.

"A mudança do clima é um dos problemas mais graves que enfrenta a humanidade. Controlar o aquecimento global é fundamental para proteger o meio ambiente, permitir o crescimento econômico e superar a exclusão social", disse Lula durante discurso na conferência.

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