COPENHAGUE - Os EUA e a China rejeitaram nesta terça-feira na Conferência de Copenhague ampliar suas respectivas metas de corte de emissões de gases do efeito estufa.

"Não antecipo qualquer mudança de compromisso, que está relacionado à nossa próxima legislação (que ainda tem de ser aprovada pelo Congresso). O resultado (do debate parlamentar) é incerto e não queremos prometer algo que não temos", justificou o emissário especial dos Estados Unidos para a mudança climática, Todd Stern.

O presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu uma redução das emissões de CO² dos Estados Unidos de 17% em 2020 em relação ao nível de 2005, uma cifra que corresponde à da lei climática americana, que foi aprovada pela câmara de Representantes, mas está ainda pendente de discussão no Senado. Relacionada ao ao nível de 1990, tomado como referência pela maior parte dos países, a cifra de 17% corresponde a uma redução de 4%.

Já o subdiretor da delegação chinesa na Cúpula da ONU sobre Mudança Climática, Yun Qingtai, afirmou que seu governo não se deixará "pressionar" pelos países desenvolvidos, seja para aumentar sua meta ou para inclui-la em um acordo internacional legalmente vinculante.

Segundo Yun, a proposta chinesa de reduzir entre 40% e 45% a intensidade de CO² (emissões por US$ 1.000 do PIB) até 2020 "é inegociável".

COM EFE E AFP

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