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Em Copenhague, Morales defende que países ricos paguem dívida climática

COPENHAGUE - O presidente da Bolívia, Evo Morales, discursou nesta quarta-feira no segmento de alto nível da Conferência Climática da ONU. Morales afirmou que mudança climática não é uma causa, mas um efeito do capitalismo e que os países com industrialização irracional devem pagar a dívida climática.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

"Eu vim aqui para defender a mãe natureza", disse o presidente boliviano. "Temos que acabar com a escravidão da mãe Terra, tratada como uma coisa sem vida e sem direitos".

Morales também criticou a oferta dos países desenvolvidos. "Quanto os americanos gastam para exportar o terrorismo até o Iraque?", questionou Morales. "Obama comprometeu US$ 685 bi para a sua defesa e quer comprometer apenas US$ 10 bi para salvar a vida no planeta", disse.

"Para salvar a humanidade são necessário trilhões de dólares. E o sistema capitalista, o sistema da morte, deve arcar com a dívida", disse o presidente boliviano.

Segundo ele, o sistema de créditos de carbono proposto por alguns países é mais uma forma de lucrarem "com a desgraça que provocam à humanidade". "A ideia desta conferência é chegar a uma justiça climática que puna países que continuam a danificar a natureza", disse Morales.

"A Terra, o planeta Terra ou a mãe Terra, pode viver sem o ser humano. Mas o ser humano não pode viver sem a Terra", concluiu Morales.

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