Dinamarca descarta apresentar proposta de acordo climático nesta quinta

COPENHAGUE - A presidência dinamarquesa da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), realizada em Copenhague até amanhã, descartou apresentar nesta quinta-feira uma proposta oficial de acordo por causa da falta de unidade entre os países.

iG São Paulo |

Nesta madrugada, as negociações efetuadas pela presidência dinamarquesa não alcançaram os objetivos esperados, por isso está descartada a possibilidade de apresentar uma nova proposta nas próximas horas, como inicialmente havia sido anunciado.

Quatro dos principais países emergentes - China , Índia , Brasil e África do Sul - estão insatisfeitos com a forma como a Dinamarca coordenou o processo e se negam a apoiar o texto dinamarquês, que deveria servir de base para dar continuidade às negociações, assinalaram fontes da delegação dinamarquesa ao jornal local "Ritzau".

A decisão da presidência dinamarquesa não significa que o primeiro-ministro, Lars Lokke Rasmussen, tenha descartado um acordo e pode ser interpretada como um movimento tático para abrir caminho aos chefes de Estado e de governo assumirem a responsabilidade e forçarem a realização de um pacto de última hora.

China pessismista

A China disse a participantes na cúpula global sobre o clima em Copenhague que não vê possibilidade de se atingir um acordo operacional nesta semana , segundo uma autoridade envolvida nas negociações.

Essa autoridade, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que os chineses sugeriram, no lugar do acordo, "uma curta declaração política de algum tipo". Não estava claro o que diria essa declaração.

A autoridade afirmou que as negociações seguiam na tentativa de chegar a uma solução que permita a assinatura de um acordo operacional.

A informação de que a China não acredita em um acordo vem em um momento em que dezenas de chefes de Estado chegam a Copenhague na expectativa de assinar, até sexta-feira, um acordo para combater o aquecimento global.

Segundo a autoridade que não quis se identificar, o problema que incomoda a China parece ser uma questão de procedimento.

A China disse na quarta-feira à Dinamarca, que preside a conferência, que está junto dos países em desenvolvimento, que rejeitam os esforços da Dinamarca de selecionar pequenos grupos de negociação para agrupar os textos preliminares, pois alega que o processo tem de ser inclusivo.

Com informações da EFE

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