Copenhague reúne pré-candidatos à disputa presidencial

Um dos mais importantes encontros de discussão de medidas para conter os efeitos do aquecimento global, a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP-15), realizada em Copenhague, também tem sido nos últimos dias uma prévia do que será o palanque das eleições de 2010.

Agência Estado |

Os prováveis nomes para a disputa à sucessão no Palácio do Planalto já estão na capital dinamarquesa e têm feito questão de se associar à causa ambientalista e ao desenvolvimento sustentável, temas que terão relevância nos debates políticos do ano que vem.

Os pré-candidatos mais fortes na disputa, a ministra Dilma Rousseff (PT) e o tucano José Serra, assumiram de vez o discurso ambiental em Copenhague. Chefe da delegação brasileira no evento e favorita do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma aumentou o tom ontem na primeira reunião de ministros da COP-15. A ministra, identificada pelos ambientalistas como a "gerente do PAC", reafirmou a defesa do uso de combustíveis renováveis e enfatizou que o País não só planeja ter acesso a financiamentos do fundo mundial de combate às mudanças climáticas como também pretende fazer aportes de recursos.

Já o governador José Serra, que chegou a Copenhague ontem às 13 horas, também não perdeu tempo para calibrar o discurso. O tucano informou, por meio do Twitter, rede de microblogs, que já conversou com cerca de 20 ONGs de defesa do meio ambiente e defendeu, em evento paralelo à Conferência, a utilização do etanol como uma das ferramentas para o Brasil atingir a meta de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa. O tucano afirmou que o desmatamento está sendo combatido com bastante eficiência no território brasileiro. Ele defendeu ainda investimentos em um novo modelo de proteção das florestas.

Outra pré-candidata às eleições de 2010, a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC) também viajou neste fim de semana a Copenhague. A parlamentar afirmou que os países em desenvolvimento podem colaborar com recursos para o fundo internacional de adaptação climática e disse não esperar que a ajuda dos países em desenvolvimento seja equivalente à dos desenvolvidos.

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