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Copenhague é momento determinante na história , diz Ban Ki-moon

COPENHAGUE - A conferência de Copenhague que tentará conseguir, na sexta-feira, a conclusão de um acordo mundial contra o aquecimento climático, é um momento determinante na história, considerou nesta terça-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

Reuters
A partir da esqueda, Hedegaard, Rasmussen, Ban e Yvo de Boer, chefe da ONU para mudanças climáticas

A partir da esqueda: Connie Hedegaard, Lars Rasmussen,
Ban Ki-moon e Yvo de Boer, chefe da ONU para mudanças climáticas

"O momento para consenso chegou. Ninguém conseguirá tudo o que quer nessas negociações, mas se trabalharmos juntos, todos conseguirão o que precisam", afirmou.

Ban fez a declaração durante a instalação oficial do segmento de alto nível da conferência climática da ONU, na tarde desta terça-feira. O evento também contou com a presença da presidente da COP15, Connie Hedegaard, e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, entre outros líderes mundiais, ministros e chefes de delegações.

Hedegaard afirmou que um "sucesso (nas negociações) ainda está ao alcance", mas alertou sobre a possibilidade de fracasso. "Passamos tempo demais nos repetindo, dando sinais incorretos e falando", ela disse. "Nós precisamos mudar de marcha, porque não podemos arriscar um fracasso. A palavra-chave para os próximos dois dias tem de ser compromisso".

"Seremos responsabilizados não apenas pelo que fizermos mas também
pelo que deixarmos de fazer. Teremos que escolher entre fama e
vergonha", disse a presidente da conferência.

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen, disse que a presença dos líderes em Copenhague reflete "uma determinação política inédita." Ele afirmou ainda que não há tempo para cortesias e protocolos pois "o mundo está esperando". "Copenhague é o lugar para
se estar. Copenhague é o lugar para se agir", ele afirmou.

O príncipe Charles, que também discursou no evento, defendeu mecanismos de financiamento para a proteção de florestas
tropicais e afirmou que "quando se trata do ar que respiramos e da
água que bebemos, não há fronteiras, somos interdependentes".

A cerimônia de boas-vindas aos representantes dos 192 países
presentes na conferência teve início com a exibição de um filme sobre a importância da COP15, introduzido pelo ator dinamarquês Henning Jensen, e foi concluído com a apresentação do Coro Nacional de Meninas da Dinamarca, que interpretou a música "Plant a Tree" (Plante uma árvore, em tradução literal).

Acordo financeiro

Nesta terça-feira delegações estudam nesta terça-feira uma minuta sobre o financiamento dos efeitos do fenômeno nos países pobres por meio de um fundo administrado por um mecanismo ainda não determinado, e em meio a pressões devido à proximidade de seu fim, na sexta-feira.

O documento, que circulava na conferência, não continha números nem porcentagens e sublinhava que o novo fundo "respaldará projetos, programas, medidas e outras atividades" para mitigar os efeitos da mudança climática, assim como transferência tecnológica com esse fim.

O mecanismo "deverá proporcionar acesso efetivo, simplificado e melhorado aos recursos financeiros no momento adequado, incluindo o acesso direto", segundo o texto.

No entanto, não precisava o montante que deverá ser transferido aos países receptores, o centro da discórdia da cúpula e motivo de um sério enfrentamento entre os Estados ricos e as nações em desenvolvimento, lideradas pelo grupo de não-alinhados.

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