China e Brasil rejeitam proposta de acordo unilateral da Dinamarca

COPENHAGUE - China, Brasil e outros países em desenvolvimento rejeitaram nesta quarta-feira o anúncio da Dinamarca de que apresentaria unilateralmente uma nova proposta para as negociações da Conferência de Copenhague.

Reuters |

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  • Segundo a Dinamarca, a proposta teria o objetivo de pôr fim ao impasse em questões como a redução das emissões de gases estufa de nações ricas.

    O anúncio foi feito em um dia tenso do encontro, quando a polícia deteve pelo menos 260 manifestantes de uma multidão que tentou invadir o Bella Center, local das negociações . Frustrados com a falta de progresso do encontro, que já dura mais de uma semana, os manifestantes exigiam medidas mais duras contra o aquecimento global.

    "Esse é um processo guiado pelas partes. Não se pode simplesmente apresentar um texto caído do céu", disse o representante chinês Su Wei durante os debates. "A medida da presidência (Dinamarca) de apresentar um texto... na realidade equivaleria a obstruir o processo e ameaçaria muito o resultado de Copenhague", afirmou.

    Outros países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, criticaram a manobra dinamarquesa. A China diz que o único resultado legítimo para a conferência é o texto redigido pelos dois principais grupos de trabalho do evento, que incluiria todos os países do mundo na luta contra a mudança climática.

    A Dinamarca diz que está tentando simplificar os complexos textos-base para ajudar os cerca de 120 chefes de Estado e de governo a chegarem a um acordo.

    "Gostaríamos muito que um grupo menor de ministros se sentasse e olhasse o texto para tentar cortar alguns dos nós górdios", disse a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard à Reuters.

    Os países em desenvolvimento exigem que as nações ricas reduzam drasticamente suas emissões de gases estufa, além de cobrarem verbas para ajudar as nações mais pobres a se adaptar às mudanças climáticas e a reduzir suas próprias emissões.

    Mas o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que todos os países precisam adotar metas rígidas.

    "Estamos a apenas três dias do acordo final em Copenhague. Estou razoavelmente otimista," disse Ban.

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