Barcos turísticos de Copenhague apostam em motor elétrico para turismo sustentável

COPENHAGUE ¿ Copenhague é uma cidade que, a exemplo de outras capitais europeias, usa seus canais e rios para entreter e maravilhar os milhares de turistas que passam por ela todos os anos. Agora, aproveitando a Conferência Climática da ONU, uma empresa local decidiu apostar em motores elétricos para impulsionar o turismo sustentável na cidade.

Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague |

A DFDS Canal Tours fez uso das possibilidades tecnológicas atuais no âmbito da propulsão elétrica para converter o barco "Den Grimme Aelling" (O Pato Feio, em tradução literal) em uma embarcação completamente elétrica.

O motor principal, o reverso e o leme são movidos por uma única grande bateria de lítio que pode ser recarregada mais de cinco mil vezes na rede comum. O motor tem uma potência de 55KW e sua velocidade máxima é de 8 nós.


Passeio de barco em Copenhague é atração turística / Divulgação

Todo o sistema foi criado e instalado pela ASMO Marine, companhia com experiência na transformação da propulsão de barcos."A ideia é ter barcos que não desprendem aquela incômoda fumaça negra e, além disso, sejam absolutamente silenciosos", disse Jakob Klarholt, CEO da companhia, à reportagem do iG . "Com a solução elétrica, também é possível ter custos menores de manutenção e uma capacidade de manobra maior, especialmente em portos e situações de emergência", ele explicou.

Para atingir as exigências cada vez maiores por sustentabilidade, a companhia turística irá converter toda sua frota de mais de 14 diferentes embarcações nos próximos anos. "A experiência com o primeiro barco aberto foi ótima e o retorno, com os custos menores, é razoavelmente rápido pois a embarcação gasta menos de um quinto do que as que são movidas a diesel", disse Klarholt.

Questionado sobre o custo da conversão, Klarholt preferiu não falar em números. "O custo é alto, mas deve ser visto como um investimento que pode ser recuperado em menos de um ano", ele disse.

"Imagine estar no mar ou em um canal, sem barulho e sem o mau cheiro de um motor a diesel. Pois isso agora é possível",  disse Klarholt. "Na nossa opinião, a opção de conversão é óbvia".

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