Mateus Prado

Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

Mateus Prado cursou Sociologia e Políticas Públicas na USP. É presidente nacional do Instituto Henfil e autor de livros didáticos. Presta assessoria em Enem

Que educação de qualidade é essa que a Dilma quer?

Com novo Prouni do ensino técnico, Estado vai assumir função que deveria ser das empresas

14/02/2011 15:19

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Na semana passada, a presidenta Dilma fez um pronunciamento, com foco na educação, em rede de TV e rádio. Uma das principais questões colocadas por Dilma foi a necessidade de a sociedade se unir para melhorar a qualidade da educação. A presidenta tem razão quando diz que a educação é o tema que tem mais facilidade para unir a sociedade. Quase todos os setores e classes sociais no Brasil, hoje, concordam que ela deve ser prioridade. Como consequência desse apoio, nossa constituição exige que Estados e municípios apliquem pelo menos 25% de seus orçamentos em políticas de educação. Já a União é obrigada a aplicar, no mínimo, 18%.

Mas, infelizmente, essa unanimidade esconde um problema. Qual educação é defendida por cada setor da sociedade? Existem várias formas de exercê-la. A simples definição do currículo escolar (os conteúdos que serão ensinados na escola) esconde uma decisão que é extremamente ideológica.

Pergunte aos empresários e certamente eles dirão que o Estado deve educar para o mercado de trabalho. Pergunte aos pesquisadores das escolas de aplicação e eles dirão que a educação tem que ser para a cidadania. Pergunte aos pais de alunos de classe média alta e eles dirão que deve preparar para o vestibular. Pergunte aos pais dos alunos pobres e eles dirão que precisa garantir um bom emprego.

No fim das contas, não discutimos qual o papel da escola e o que esperamos do aluno após passar anos e anos dentro das salas de aula. Aprender a ler e escrever e a usar minimamente as ferramentas da matemática é consenso. Mas, e a partir daí? O que será a tal qualidade na escola que Dilma falou que devemos melhorar?

Tenho dois aspectos como certos. A primeira é que trocar educação por ensino não tem nada a ver com qualidade. Nossas escolas, em geral, se dedicam a fazer o aluno acumular conteúdos e têm a coragem de dizer que isso é educação. Mas isso é apenas ensino de conteúdos das matérias que as escolas propõem. É só olhar no dicionário e verificar a diferença entre os dois conceitos.

A segunda, e que muito me preocupa desde a campanha eleitoral, é que substituir o papel da iniciativa privada e misturar política pública de educação com ação populista também não é qualidade. Na campanha para governador de São Paulo, por exemplo, o candidato Aloísio Mercadante, depois de detectar que um dos maiores problemas percebidos pela população do Estado era a aprovação automática, preferiu o caminho fácil de prometer acabar com a promoção "simplificada" dos alunos. O agora ministro não se deu ao trabalho de explicar que a aprovação automática adotada pelo Estado de São Paulo é muito diferente da progressão continuada, que inclusive foi adotada por Paulo Freire no governo petista da ex-prefeita Luiza Erundina. Outra promessa que apareceu em vários Estados do País, além de em algumas campanhas presidenciais, foi a de o Estado financiar cursos técnicos em escolas particulares. Aloísio Mercadante chegou a insinuar que todo o ensino médio público de São Paulo seria profissionalizante.

Para a população, a proposta é tentadora. Um curso desses teria, em tese, uma estreita vinculação com o mercado de trabalho, de tal forma que garantiria um "bom" emprego para quem frequentasse seus bancos. Tão tentadora que a presidenta Dilma anunciou que, no próximo trimestre, será lançado um Prouni só para o ensino técnico, o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica). O Estado irá, sem nenhum pudor, assumir função que deveria ser realizada e financiada pelas empresas, que serão as principais beneficiárias.

Não bastasse isso ser grave, as nossas escolas técnicas particulares são infinitamente mais questionáveis que as nossas escolas de ensino superior particulares. Se no ensino superior – para o qual já temos algumas formas de regulamentação, avaliação e controle – os resultados são sofríveis, imaginemos como é nas escolas técnicas. Mais do que no ensino superior, muitas escolas técnicas particulares são verdadeiros "caça-níqueis" e oferecem qualquer educação atrás de um dinheirinho. O Estado deveria atuar para proteger a população desses empresários, mas agora vai financiá-las.

Além disso, a popularização do ensino técnico pode fazer com que estudantes de famílias pobres se limitem a tarefas de operadores e fiquem longe das carreiras que pagam mais e que concentram as decisões dos caminhos da sociedade. Um aluno, proveniente de família pobre que faz um curso técnico e arruma um emprego que pague R$ 1.500 dificilmente o largará para tentar ser engenheiro, médico, administrador ou advogado.

A experiência de algumas regiões, como o ABC paulista, também é fator de preocupação. Lá, os metalúrgicos recebiam muito mais que a média dos trabalhadores de nível técnico no País. Lula foi um deles. A enxurrada de profissionais formados pelo SENAI - com dinheiro público renunciado a favor do sistema S - e a diminuição de vagas nas cadeias produtivas do setor automobilístico fez com que os salários baixassem muito e que muitos dos técnicos formados em carreiras do setor tivessem que trabalhar no setor de serviços.

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Mateus Prado - mateusprado@usp.br - Mateus Prado cursou Sociologia e Políticas Públicas na USP. É presidente nacional do Instituto Henfil e autor de livros didáticos. Presta assessoria em Enem

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    10 Comentários |

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    • Vívian | 05/03/2011 18:51

      Eu realmente fico chateada e desmotivada quando vejo gente dizer "o problema da educacao é...", porque nao existe "o" problema, tudo é uma grande rede de culpados e vítimas. O professor é muitas vezes vítima pois ganha mal, está mal preparado, é desvalorizado, é agredido e o mais grave, está sozinho... o professor de fato nao sabe o que fazer. Os alunos também sao vítimas, sao obrigados a "engolir" um montao de conteúdos que julgam inúteis (e muitas vezes o sao), têm que trabalhar longas horas para poder pagar o ensino, passam anos de suas vidas sem saber para que exatamente o que estao ali. Investimento na educacao e nos professores, esta é a solucao, mas o mais importante é que haja uma mudanca de valores com relacao ao ensino. enquanto continuarmos enaltecendo apenas o curso superior, o ensino técnico, o fundamenteal e o médio continuarao a ser encarados apenas como um "quebra-galho" ou uma compensacao... e os professores dessas modalidades continuarao a ser vistos como "semi-educadores".
      O ensino técnico é sim proveitoso para toda a sociedade, lutar por melhores escolas técnicas, lutar por melhor remuneracao para os técnicos, lutar para que o aluno chegue como cidadao a elas, esse é o objetivo. A faculdade nao pode ter a incumbencia de tranformar um indíviduo conseguir-lhe um lugar de respeito na sociedade porque este possui um diploma.
      Creio que o problema pelo qual passa o Brasil é que a educacao é vista como "um meio de chegar a" e nunca vista como um fim em si mesma. Quando os pais valorizarem a escola, ensinarao a seus filhos o respeito pelo ensino e pelos professores; quando os professores estiverem bem preparados e sentirem respeito pelo seu trabalho, poderao de fato educar; quando os alunos nao estiverem sentados a espera de que o professor lhes ajude a conseguir um diploma ou a passar no vestibular, poderao entender o valor daquela aprendizagem; quando o governo invista mais na educacao (porque é sim papel do governo investir, e nao da iniciativa privada... e quem se beneficia com isso é o país como um todo e nao somente a iniciativa privada) teremos professores menos cansados que poderao preparar melhor suas aulas, escolas em melhores condicoes, tecnologia ao alcance dos alunos e, finalmente, a valorizacao da cidadania.
      Um cliche: a educacao é reponsabilidade de todos, sejam por meio de acoes, seja por meio da palavra, seja por meio da mudanca de consciencia; a educacao de um país beneficia a todos, portanto todos deveriam fazer algo por ela.

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    • Edilson Henrique Marques | 24/02/2011 09:08

      Nossos acadêmicos conhecem todos os problemas da educação nacional, o que é ótimo !
      Por vezes esquecem que sem dinheiro, INVESTIMENTO, não conseguiremos melhorar nada.
      Nós os educadores que estamos na linha de frente, também conhecemos os problemas, e como os conhecemos !!!
      E as soluções, como fazer para sair desta crise ? O que fazer ? Mudar o quê ?
      Não é dificil diagnosticar os problemas, parece que não temos acadêmicos que apontem caminhos.
      E os verdadeiros responsáveis pela educação. Os POLÌTICOS, presidentes, ministros, governadores, prefeitos, secretarios da educação, partem deles estes INVESTIMENTOS, e o que eles fazem ?
      Promessas em campanha.
      Educação de qualidade para quê ? para quem ? A quem interessa a educação de qualidade ?
      Escola de pobre para os pobres, escola de rico para os ricos !!!!
      Este é o pensamento, o sentimento, a realidade das nossas elites.
      SEM DINHEIRO, NÃO FAREMOS MELHORAR A TÃO HUMILHADA ESCOLA PUBLICA !!!


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    • cremilda | 23/02/2011 07:35

      O analista Mateus Prado não apresentou uma solução.
      Proune do ensino médio é ruim porque vai financiar a escolas partiuculares de má qualidade.
      Ensino profissionalizante vai levar o jovem a se conformar com um emprego de 1.500, 00 e não vai querer galgar outros cargos.
      Analisou, analisou e não apresentou nenhuma solução.
      Ninguém toca na ferida.
      Os alunos não são tratados no ensino fundamental como seres humanos.
      O ensino fundamental não prepara aluno para a cidadania, que é exercer direitos que os deveres são cobrados exaustivamente.
      Aluno é tratado como mercadoria, não como ser humano
      Enquanto a imprensa demonizou o aluno, endeusou o professor.
      Nesse abismo entre o aluno e o professor a educaçao afundou.
      Esqueceu o analista que a escola particular de má qualidade foi puxada para o fundo do poço pela escola pública.
      Escola pública acabou sendo nos estados maiores da federação como um cabide de emprego para as mulheres de politicos apaniguados e medalhoes da imprensa.
      No tempo que escola ensinava, a professora morria de vergonha se um aluno fosse para uma professora particular ou aprendesse em cursinho o que era obrigação dela. Hoje responsabilizam a familia pelo fracasso da escola na maior cara de pau.
      As aberrações de uma escolpa pública que não respeita pais e alunos, vem o desrespeito que a Secretaria tem com os educadores de fato.
      Não se avalia a conduta do professor, virado santo. Nâo se avalia a capacidade dele e sua vocação para exercer a mais importante profissão do planeta.
      Os professores concursados ou com um bom padrinho ganha bem, tem os melhores cargos, pode assinar o ponto e não trabalhar.
      Os professores eventuais que vão carregar o piano, são verdadeiros escravos ganhando cinco reais por aula, é não é tratado com respeito nem pelos seus colegas.
      Um professor eventual quando é chamado pelo colega que se acha a última bolacha do pacato é assim _ ô eventual, vrnhs aquí.
      O eventual nem de professor é chamado pelos colegas na escola.
      Tem que sevirar e dar uma excelente aula, senão não fica na escola. Dando uma excelente aula uma vez ou outra sem continuidade seu trabalho é desistimulante e improdutivo.
      Então, hora de avaliarmos tudo de modo mais maduro.
      Primeiro passo : Respeitar aluno como prioridade
      Segundo passo: Respeitar o educador.
      Terceiro passo : Punir os maus professores.
      Quarto passo : Criar mecanismos onde os pais e alunos sejam ouvidos em duas reivindicaçãoes e sugestões.
      Nunca punindo o mau professor o educador é punido automaticamente.

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      Isabela | 23/02/2011 17:35

      Até que enfim alguém tocou na ferida.
      Acompanho as reportagens e tudo o que vejo são opiniões que dizem que aumentar o salário do professor (para dez mil reais, segundo um deles) vai resolver o problema.
      É muito fácil culpar os pais por não ajudar o filho na tarefa - esquecendo que esses pais não sabem fazer também, pois sua educação foi insuficiente e ruim. Minha mãe mal terminou o ensino fundamental. Se eu dependesse dela pra aprender, estava f****a!
      Muito fácil também reclamar do salário e condições de trabalho. Pergunte para os seus amigos sobre salário e condições, e vai ver que TODO MUNDO sofre pra criar os filhos e faz milagre pra resolver os problemas, e se não trabalhar direito e mostrar resultado, é mandado embora rapidinho.
      É sempre culpa da familia, do aluno preguiçoso, das condições de sala de aula... nunca do intocável professor.
      Professor chora, chora, mas resultado que é bom... uma lástima! Ta aí o resultado pra todo mundo ver.
      Minha sobrinha estava quase reprovando ano passado, e os professores não economizaram latim pra descrevê-la como desatenta, desinteressada, bagunceira, um caso perdido, etc. Em uma semana de conversa e estudo, eu achei o problema: ELA NAO SABIA LER! Foi sempre "empurrada" pela escola e, aos 10 anos, tinha dificuldade pra entender os enunciados e por isso não conseguia fazer nada. Corrigido o problema - em casa, leia-se, porque a escola caríssima não se deu ao trabalho - ela não tira nota menor que 8.
      Obviamente existem bons professores, mas como foi dito acima, punir os maus não prejudica os bons. Sou a favor de aumento de salário para professores, desde que acabe a estabilidade e as promoções sejam por RESULTADO, e não por tempo de serviço ou indicação política. Quero ver se alguém aceita!

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    • Nem tanto Anonimo | 22/02/2011 18:23

      Só faltou alguém dizer para Dilma que parte da desgraça do ensino técnico promovida pelo seu Haddad e exatamente para que essa pudesse ser eleita. Posto que, um dos indicadores para isso, como foi usado na propaganda eleitoral é fazer a tudo custo Lula o maior abridor de universidade pública do mundo. Para tanto, além de transformar campus universitário que nunca passou de espelunca em universidade pública, a outra foi... fazer isso com escolas técnicas. Para tanto, promoveu até curso de mestrado para turma, em que vi uma montanha saindo do Pará para fazer mestrado em Fortaleza e Natal, só nas férias, posto que, era mesmo só para titulação fora outros convênios quebra galhos.
      A inclusão pelo MEC nas escolas técnicas de curso superior, já criminoso por não ter sido expansão da capacidade do ensino técnico, trouxe diversas consequências, sendo a mais clara de todas a seguinte: mesmo considerando que salarialmente quase não havia vantagem do docente migrar do ensino técnico para o superior, a diferença das formas de ensinar é uma vantagem invejável. Pois, no técnico, por exemplo em mecânica, tens que vestir o macação, meter a mão na grana e acompanhar se tudo estão fazendo direitinho, posto que, é isso que faz aprendizagem. Já no superior, basta ir no quadro, colocar algumas coisas, indicar em que livro consta, cada um se vire como puder, e... é só isso. Quem aprendeu aprendeu, quem não... reprova-se.

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    • Joana D'arc | 21/02/2011 16:38

      Que educação é essa? aqui no Nordeste o que ele fez foi demitir 35 professores DA FACULDADE DE TECNOLOGIA FATEC na cidade onde moro em JUazeiro do Norte, ingressei esse ano na faculdade e logo dou de cara com UMA GREVE POR FALTA DE LABORATORISTAS, ela demitiu 5 PROFESSORES DO LABORATÓRIO... É UMA VERGONHA PRA ESSA Q SE DIZ "PRESIDENTA", aliás o nome PRESIDENTA está errado o certo é PRESIDENTE ou ela não conhece um dicionário pra ver que essa palavra não faz parte do AURÉLIO? minhas condolências a ela, pois a EDUCAÇÃO NO BRASIL COMEÇOU O ANO EM ZERO E SE FOR POR ELA A "DILMA" NOSSA "PRESIDENTA" CONTINUAREMOS NO ZERO. QUEREMOS NOSSO CURSO TECNOLÓGICO E NOSSOS PROFESSORES DE VOLTA! POIS PAGAMOS OS IMPOSTOS EM DIA!

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      Prof. João Batista | 22/02/2011 18:48

      Olá Joana. Realizo uma pesquisa no tem e, se possível, gostaria de trocar alguns e-mail contigo no tema: joaobatistanacimento [arr] yahoo [p] com [p ]br.
      Assim como, preciso de depoimentos de ex-alunos da rede pública que tentou vestibular em pública só como isso, foi, naturalmente, reprovado, fez pré-vestibular e, naturalmente, passou.

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    • Wagner | 16/02/2011 12:32

      Mateus,
      nossa sociedade não é feita só de engenheiros, médicos e advogados. Para um país crescer precisamos de muita gente com formação técnica de nível médio. Convenhamos que receber R$ 1500,00 por mês é MUITO melhor do que nem emprego ter.
      Em relação as escolas técnicas particulares, não são só elas que são caça-níqueis não. A maioria das faculdades e até universidades pagas deste país são também caça-níqueis e o governo pouco faz.
      Educação de qualidade começa na base. O que precisamos para começar é de um ótimo ensino fundamental .

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    • joão da rua | 15/02/2011 16:21

      O Sr. Mateus, na mesma balada, generalizou que a educação privada é ruim (só esquece que a pública não existe ou excetuando centros de excelência, tem péssimos resultados a altos custos) que as "empresas" serão beneficiadas por cursos técnicos (só esqueceu que é a iniciativa privada que move a economia e por consequência toda a sociedade); pregou a reserva de vagas em categorias (foi o execesso de mão de obra qualificada que baixou os salarios no ABC e não a fuga das empresas do gargalo logístico e sindical) e por fim disse que se o pobre começar a trabalhar fica encostado, e por isso devemos deixa-lo desempregado para que ele faça a faculdade (eu trabalho desde os 13 anos, e sou mestrando aos 31 - sem o 1o trabalho de operação, não me mantinha para a faculdade, sem o trabalho de recém-formado, não me mantinha para a pós, sem o trabalho de especialista, não me mantinha para o mestrado). OU SEJA, o brasileiro tem que ficar burro e nas costas da classe média (que paga impostos) para ter chance na vida - ou corre o risco de virar um bom operário ganhando salários justos.

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    • Vagner | 14/02/2011 22:31

      A proposta da nossa presidenta para o povo é: "Pague seus tributos sua educação = MAIS IMPOSTOS". É isto, para min Prouni e o 'novo' Pronatec significam uma imposição. A edução deveria ser de livre acesso em instituições públicas ou comunitárias. É lamentável que nossa presidenta, onde muita gente depositou sua confiança, corrobore isso.

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