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Iniciativa de chef já ajudou na ressocialização de mais de 200 homens e mulheres que estiveram na cadeia pelos mais variados tipos de crimes; veja

Em Cleveland, um chef de cozinha de 36 anos decidiu apostar na recuperação de ex-detentos com alta gastronomia
Reprodução/CNN - 16.01.2017
Em Cleveland, um chef de cozinha de 36 anos decidiu apostar na recuperação de ex-detentos com alta gastronomia

Nas últimas semanas, o Brasil acompanha atônito a mais trágica crise já vista em nosso sistema carcerário. Superlotação, rebeliões, guerra de facções, barbárie. Diante desse cenário de falência, é praticamente impossível acreditar que algum detento tenha condições de retornar à sociedade com chances de trabalhar de forma digna. Enquanto isso, em Cleveland, nos EUA, um chef de cozinha de 36 anos decidiu apostar na recuperação de ex-detentos com a ajuda da alta gastronomia.

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Em entrevista à rede de televisão americana “CNN”, Brandon Chrostowski conta que sua própria história o inspirou a fazer algo pelos ex- detentos . Quando tinha 18 anos, o cozinheiro foi preso depois de fugir de policiais que investigavam uma denúncia de uso de drogas. Réu primário, não ficou encarcerado e cumpriu uma pena alternativa. Logo depois, conheceu um chef que se tornou o seu mentor e o colocou no lugar de onde nunca saiu: a cozinha.

Desde 2013, mais de 200 ex-detentos cumpriram o programa de seis meses
Reprodução/CNN - 16.01.2017
Desde 2013, mais de 200 ex-detentos cumpriram o programa de seis meses

Depois de crescer profissionalmente e construir uma bem-sucedida carreira, Chrostowski criou o Instituto de Liderança e Restaurante Edwins, há quatro anos. Seu programa oferece de  40 a 50 horas semanais de treinamento a ex-presidiários, passando por todas as áreas do restaurante.

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Os alunos aprendem desde o manejo apropriado de facas até noções básicas sobre vinhos. Durante o dia, têm aulas de culinária. E, à noite, colocam em prática o que aprenderam cozinhando e atendendo os clientes do restaurante clássico francês. "Uma vez que eles aprendem, podem trabalhar em qualquer lugar", afirma Chrostowski.

E o programa vai além. Os alunos recebem um pagamento semanal e uma parte das doações recebidas por clientes através de gorjetas pelo trabalho. Um assistente social auxilia os participantes com aconselhamento, a busca por habitação e até mesmo a obtenção de documentos pessoais.

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Desde 2013, mais de 200 ex-detentos cumpriram o programa de seis meses. Nenhum voltou para a prisão e 90% deles continuaram no ramo em outros empregos. No futuro, Chrostowski planeja expandir sua iniciativa com um açougue, uma peixaria, uma loja de temperos e o que mais for possível. "Isso melhora nossa comunidade e aperfeiçoa a educação de nossos estudantes. O Edwins é uma pequena parte de nossa jornada." 

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