Em áudios na internet, jornalista que acusa Feliciano de estupro se gaba deconhecer ministros do STF

Marco Feliciano
Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados - 24.06.2015
Marco Feliciano

Um deputado pastor acusado de estupro e contra quem pesam suspeitas, uma jovem ambiciosa movida a contradições, um chefe de gabinete policial mas trapalhão; um falso agente secreto que tentou tirar a sorte; um intermediador em busca de sucesso; gravações em áudio e vídeo para todos os lados e um imbróglio que terminou com prisão e um festival de B.O.s entre os envolvidos. Misture isso tudo num mesmo script.

Parece novela mexicana, mas o enredo político-policial acontece aqui no Brasil desde meados do ano passado. É a polêmica em torno da acusação da jornalista Patrícia Lélis contra o famoso deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP). Os episódios foram revelados pela Coluna Esplanada. 

O caso está em segredo de Justiça nas mãos do ministro relator Edson Fachin, e nesta quarta-feira (22) ganhou contornos mais dramáticos pela voz da acusadora. Áudios vazados na internet ( veja nos postos no Youtube ) revelam que Patrícia, incitada por misterioso interlocutor a contar detalhes de suas relações com o Poder, fala mais do que devia – ou pelo menos inventa. O caso lhe custou a perda do contrato com o renomado escritório de advocacia de Brasília, Todde e Associados.

Nos áudios, Patrícia se gaba de conhecer ministros do STF como Cármen Lúcia e o próprio relator do seu caso, Edson Fachin – proximidade que teria sido feita, segundo ela, pelos advogados ( ouça aqui ).

João Paulo Todde nega veementemente o relato, diz que soube do áudio pela internet e tão logo teve ciência do conteúdo rompeu o contrato com a cliente. De acordo com o advogado, a Todde não compactua, e desconhece esse suposto contato com ministros.

A coluna não conseguiu contato por telefone com Patrícia após várias tentativas. O deputado Marco Feliciano, procurado no Salão Verde da Câmara, admite que soube do conteúdo também pelas redes sociais mas prefere não se pronunciar diante das investigações em andamento, e alega inocência.

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