Tudo está interligado, resta saber qual é a saída mais eficiente e menos traumática para a melhora da situação do País

Desnecessário comentar a importância das aprovações das reformas pendentes para a retomada da estabilidade econômica, política e social do Estado brasileiro. A trabalhista apresenta, entre outros, a extinção da contribuição sindical obrigatória. A da Previdência, significativas alterações na idade e tempo de contribuição e, a Política, esperança de um Brasil melhor.

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Julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer está prevista para o próximo dia 6
Nelson Jr./ ASICS/ TSE
Julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer está prevista para o próximo dia 6

Em comum, todas tem como pressuposto, a manutenção do atual Presidente da República e de sua base política de sustentação, no Congresso Nacional do Brasil.

Avizinha-se o julgamento da cassação da Chapa Dilma-Temer, prevista para o próximo dia 6 de junho. Este, certamente, representa o primeiro ponto de inflexão para a permanência do atual Chefe do Executivo Federal, valendo mencionar que, seja qual for a decisão, cabe recurso, além da possibilidade de pedido de vista de algum dos sete Ministros, que participarão do julgamento, implicando mais alguns meses de angustiante expectativa.

Mas então, qual a saída mais rápida, eficiente e menos traumática para a melhora da indesejada situação do Brasil? O Impeachment? A renúncia? A já mencionada cassação, eleições diretas ou indiretas?  As notícias não são das melhores.

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Há menos de dezoito meses para a próxima eleição presidencial, considerando-se os prazos para desincompatibilização de cargos e funções e dispensando a análise técnico-jurídica de cada uma das opções acima mencionadas, o que se pode adiantar  é que, o ato de renúncia, excetuando-se a do Impeachment, abriria a possibilidade jurídica para a ocorrência de qualquer uma delas. Entretanto,  adotando-se uma previsão otimista, nenhuma aconteceria em um prazo menor do que doze meses. 

Ressalve-se que todas passam pelo crivo do Congresso Nacional, vale dizer, têm que ser apreciadas e submetidas a aprovações dos plenários das Casas Legislativas. Em suma, a utilização de qualquer um, dos remédios encontrados na prateleira do pronto-socorro, no qual o Brasil encontra-se hospitalizado, pressupõe, no melhor dos cenários, uma  recuperação lenta, não apresentando-se sinais de melhoras, a curto prazo. 

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