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Cirurgia para obesidade em crianças deve ser feira apenas em casos extremos

(Embargada até as 20h01) Londres, 5 mai (EFE).- A cirurgia antiobesidade deveria ser utilizada em crianças apenas em casos extremos e sempre como último recurso, afirma um estudo publicado nesta semana na edição digital da revista "The Lancet".

EFE |

(Embargada até as 20h01) Londres, 5 mai (EFE).- A cirurgia antiobesidade deveria ser utilizada em crianças apenas em casos extremos e sempre como último recurso, afirma um estudo publicado nesta semana na edição digital da revista "The Lancet". Os especialistas recomendam recorrer primeiro a mudanças nos hábitos relacionados com a dieta e o exercício físico e, caso isto não funcione, aconselham a utilização de remédios contra o sobrepeso já que as consequências da cirurgia a longo prazo são desconhecidas. Portanto, aconselham que este tipo de cirurgia se restrinja às crianças com "um índice de gordura corporal de mais de 50 quilogramas por metro quadrado". O estudo foi elaborado por Sue E.S Kimm da Universidade do Novo México em Albuquerque (EUA), Debbie Lawlor da Universidade de Bristol (Reino Unido) e Joan C.Han do Instituto Nacional de Saúde de Bethesda em Maryland (EUA). Segundo eles, a obesidade infantil dobrou, e em alguns casos inclusive triplicou, entre o começo da década de 1970 e o fim dos anos 1990 em países como Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Atualmente, mais de 40% das crianças na América do Norte e nos países do leste da zona mediterrânea sofrem com o sobrepeso, 38% na Europa, 27% na zona oeste do Pacífico e 22% no sudeste asiático. Ingerir mais calorias do que se gasta é, segundo os autores, o causador de ao redor de 90% dos casos de obesidade infantil. Os 10% restante estão relacionados com doenças endócrinas, síndromes genéticos ou com o emprego de alguns remédios como antipsicóticos, antiestamínico e anticonvulsantes. A obesidade infantil tem graves consequências para a saúde já que pode derivar em hipertensão, diabetes, problemas no fígado, níveis incomuns de gordura no sangue e complicações psicossociais. O estudo ressalta que ser obeso entre os 14 e 19 anos está relacionado com o aumento da mortalidade em adultos (a partir dos 30 anos). Por isso, os pesquisadores recomendam que a prevenção contra a obesidade comece em casa e aconselham os pais que a dar porções de comida apropriadas segundo a idade, que fomentem a atividade física diária e evitem o sedentarismo com medidas como restringir o tempo que as crianças passam diante da televisão e do computador. Também recomendam que se utilize o sistema do "semáforo" desenvolvido por Leonard H. Epstein, da School of Medicine da Universidade de Búfalo (EUA), que consiste em pôr um rótulo vermelho nos alimentos que não devem ser consumidos, amarelo nos que podem ser ingeridos com moderação e verde nos que podem ser comidos sem problemas, para que as crianças se concientizem da importância de uma dieta saudável. Este tipo de modificação dos hábitos demonstra ser o mais efetivo no curto e longo prazo, ressaltam os especialistas. Os remédios antiobesidade como o orlistat e a sibutramina demonstraram ser pouco efetivos quando não são acompanhados de mudanças na dieta, além de apresentar efeitos secundários, acrescentam. EFE sga/pb

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