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Toxoplasmose pode aumentar risco de desenvolver esquizofrenia, aponta estudo

18/01 - 15:57 - Redação

Resultados de uma das maiores comparações entre amostras de sangue de pessoas consideradas saudáveis e portadores de esquizofrenia sugerem que a infecção por toxoplasmose (transmitida por gatos e animais de fazenda) pode aumentar o risco de desenvolver a doença. O estudo, conduzido por pesquisadores do Johns Hopkins Children’s Center, nos EUA, aparece na edição de janeiro do “American Journal of Psychiatry”.

Os estudiosos verificaram que pessoas que tiveram toxoplasmose tinham uma chance 24% maior de desenvolver a esquizofrenia. Este número, embora pareça baixo, pode ao menos indicar a razão dos 2 milhões de casos de esquizofrenia nos Estados Unidos, e orientar futuros tratamentos, como, por exemplo, saber se tratamentos de toxoplasmose em pacientes com esquizofrenia poderia conter o avanço do distúrbio mental, caracterizado por paranóia, delírios e alucinações.

A maioria das infecções por toxoplasmose ocorre cedo nos indivíduos, geralmente pelo contato com animais ou pela ingestão de carne mal passada contaminada. Este problema raramente causa sintomas, mas o parasita continua no corpo e pode mostrar seus efeitos no organismo da pessoa após alguns anos inativo.

Estudos anteriores indicavam uma relação entre esquizofrenia e a presença de anticorpos da toxoplasmose – evidências de infecção -, mas esta foi a primeira pesquisa a mostrar que a infecção pelo parasita pode ser anterior à doença mental.

“Até então podíamos dizer que algumas pessoas com esquizofrenia haviam sido contaminadas por toxoplasmose em alguma parte da vida, mas não podíamos dizer qual problema veio primeiro”, ressaltou Robert Yolken, integrante do estudo. “Com estes resultados, somos capazes de mostrar qual doença começou primeiro”.





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