Férias combinam com diversão e lazer, mas exatamente para permitir que isso aconteça é bom estar com algumas vacinas em dia. Imunização gratuita contra rubéola, sarampo, tétano, difteria, hepatite B e febre amarela estão disponíveis na rede pública de saúde.
“É importante que as pessoas aproveitem o período de férias para atualizar a caderneta de vacinação, protegendo-se contra doenças e evitando ter que trocar a praia e o sol por remédio e hospital”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
Apesar de muito estar se falando da febre amarela, especialistas garantem que a vacina só deve ser tomada para quem vai viajar para regiões de mata. Se as férias foram nas regiões norte e centro-oeste do Brasil, nos estados do Maranhão e Minas Gerais, na região oeste do Estado de São Paulo, além de alguns municípios da Bahia, Piauí, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é fundamental receber uma dose da vacina contra a febre amarela.
A vacina tem validade por dez anos e deve ser tomada até dez dias antes da viagem. No site do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (www.cve.saude.sp.gov.br) é possível consultar a lista de unidades de saúde que imunizam contra a doença.
A doença mais preocupante nas férias, no entanto, é a rubéola. Em 2007, o número de casos teve aumento expressivo em todo o país. A vacina Tríplice Viral, que também imuniza contra sarampo e caxumba, está disponível em qualquer posto de saúde. Indicada para crianças com um ano, com reforço entre 4 e 6 anos, a vacina contra rubéola também pode ser tomada por adultos nascidos a partir de 1960, que ainda não receberam a vacina ou não tiverem comprovação na carteira de vacinação.
Adultos devem aproveitar para receber a vacina dupla, contra difteria e tétano. São três doses para garantir a imunização. A segunda deve ser tomada dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a segunda dose. Depois disso é necessário receber uma dose da vacina a cada dez anos. Crianças menores de um ano também devem receber a vacina DTP, contra tétano, difteria e coqueluche, com reforço entre 4 e 6 anos de idade.
Pessoas com idade até 19 anos, mesmo que não viajem nas férias, devem tomar a vacina contra a hepatite B. A doença é transmitida principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, transfusões de sangue e uso compartilhado de seringas e agulhas entre usuários de drogas. Para ficar imune à doença são necessárias três doses. Atualmente, a estimativa é de que 4,6 milhões de paulistas estejam sem proteção contra a hepatite B.