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São Paulo terá primeiro censo de pacientes psiquiátricos do SUS

16/01 - 11:21 - Redação

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo prepara o primeiro censo dos pacientes psiquiátricos de longa permanência internados em hospitais da rede pública. O objetivo do trabalho, marcado para começar em março, é reinserir na sociedade pacientes crônicos que não precisam permanecer internados em hospitais, ou seja, pessoas que estão há mais de um ano em instituições.

Para o censo haverá a contratação de 70 profissionais a partir desta quarta-feira, 16 de janeiro. Poderão se inscrever profissionais graduados nas áreas de medicina, enfermagem, terapia ocupacional, psicologia e serviço social, que serão selecionados e remunerados por esse trabalho. As inscrições podem ser feitas pelo site www.fundap.sp.gov.br.

A pesquisa será feita em parceria com a Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo) a partir de entrevistas com os pacientes, informações de prontuários e da equipe hospitalar. O resultado final construirá uma base de dados para a criação de projetos específicos de intervenção junto a essa população.

Atualmente, São Paulo possui 58 hospitais psiquiátricos no SUS e um número estimado de 6,5 mil pacientes psiquiátricos de longa permanência. “Esse trabalho pretende criar condições de resgatar os direitos dessas pessoas, que se encontram excluídas do convívio familiar e social por longos anos e por uma série de fatores”, avalia Regina Bichaff, coordenadora estadual de Saúde Mental.

Após a localização de parentes, 13% dos pacientes psiquiátricos tiveram alta hospitalar e voltaram a viver com seus familiares, segundo levantamento da Secretaria.

Atualmente, os profissionais dos hospitais psiquiátricos buscam identificar familiares de mais 270 pacientes psiquiátricos. A maior parte das identificações aconteceu no Centro de Reabilitação de Casa Branca, que localizou familiares de 260 pacientes.

Para conseguir pistas que levassem aos parentes, os profissionais dos hospitais psiquiátricos desenvolveram um minucioso trabalho de investigação em fichas de internações antigas, documentos e registros dos hospitais. Mas o trabalho mais importante foi o de ouvir o que os próprios pacientes tinham a dizer.




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