07/01 - 09:50 - Agência Estado
Levantar os seios, definir o abdome e se livrar das gordurinhas: um pacote completo que virou moda entre mulheres que acabam de dar à luz e pretendem voltar a ter o mesmo corpo que exibiam antes da gestação. Populares nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde são vendidas em pacotes com nomes atraentes como “mommy makeover” ou “mommy job”, o conjunto de cirurgias para apagar as marcas deixadas pela gravidez já é bastante difundido nos consultórios brasileiros.
No entanto, despertam alertas sobre a pressa das mulheres e a insistência em modificar o corpo sem antes esperar que ele volte ao normal naturalmente.
“Algumas mulheres nos procuram durante a gestação para saber se podem fazer plástica logo após a cesárea”, afirma a cirurgiã plástica Luciana Pepino. “Há médicos que fazem, mas não é recomendado. E o difícil é convencê-las a esperar”, explica, acrescentando que muitas até mesmo se iludem com o poder das cirurgias, achando que vão fazê-las perder peso, o que não é verdade.
O cirurgião plástico Cláudio Valle, do corpo clínico do Hospital São Rafael, também atende pacientes com esse perfil: “Tem pessoas que, ainda amamentando, querem fazer lipoaspiração”, conta. “Em geral são mulheres muito bonitas, que não aceitam a mudança no corpo provocada pela gravidez”, diz.
Segundo Valle, elas não conseguem se ver com estrias e a pele flácida decorrente da gestação. Além disso, outro fator que impulsiona o imaginário dessas recém-mamães é o visual de muitas celebridades que, dias após o parto, desfilam com corpos perfeitos. Algumas, como a atriz Giovana Antonelli, assumem ter recorrido à lipoaspiração. Outras, como a apresentadora Angélica, dizem nunca ter feito, mas alimentam especulações sobre como voltaram à antiga forma em tão pouco tempo.
No ano passado, a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos fez mais de 325 mil cirurgias plásticas em mães com idades entre 20 e 39 anos. No Brasil, não há dados compilados, mas os médicos afirmam que a procura só aumenta.
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