23/08 - 10:00 - Agência Nordeste
MACEIÓ - Esta quinta-feira, 88º dia da greve dos médicos em Alagoas, começa com muitas expectativas de uma solução para o entrave iniciado no dia 28 de maio entre Governo do Estado e a categoria. Foi deixado para hoje a apresentação de uma proposta ao Governo do Estado, traçada pelo Ministério Público Estadual.
Embora a proposta esteja sendo mantida em sigilo, já se sabe que no final desta tarde, ela será apresentada ao governador do Estado, Teotônio Vilela Filho (PSDB), no Palácio República dos Palmares. Caso haja um aceno positivo por parte do governador, a mesma proposta também será apresentada aos médicos, numa assembléia da categoria, marcada para esta noite.
A proposta que será apresentada a Teotônio já foi discutida com representantes do Sindicato dos Médicos e Ministério Público Estadual. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, o procurador o chamou para uma reunião ontem pela manhã, que durou quase três horas. “Fechamos que os 39,31% seriam parcelados em cinco vezes, sendo que as últimas em março e abril, de 5,6% em cada mês”, explicou Galvão, acrescentando que antes a reivindicação era de que o reajuste fosse pago em quatro parcelas, sendo que a última em março, de 11,12%. Wellington Galvão diz ainda que outro empecilho da proposta feita pelo Governo foi o pagamento da última parcela do reajuste no mês de julho do próximo ano, o que não é aceito pela categoria, já que é o mês de negociação da data-base de 2008 e os médicos voltariam a sair perdendo.
Para esta manhã, também está marcada uma reunião entre a comissão do Governo e representantes dos servidores do nível médio da Saúde, que estão em greve desde a tarde de segunda-feira. Eles querem 80% de reajuste salarial, mas o Governo do Estado afirma só ter condições de ofertar 5% de aumento. Quase 5 mil trabalhadores pararam as atividades, desde que a greve foi deflagrada.
Ontem, auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros e assistentes sociais fecharam um acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Hospitais Particulares em Alagoas. O acordo, intermediado pela Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), pôs fim à ameaça de greve que vinha sendo feita pela categoria profissional. Com isso, o reajuste salarial ficou estabelecido em 8%, retroativo a 1º de julho deste ano. Os salários dos enfermeiros e assistentes sociais passam para R$ 850,50. Para os técnicos em enfermagem, o novo piso salarial será de R$ 515,97 e, para auxiliares, R$ 491,40. Para quem recebe acima do piso salarial, no entanto, o reajuste será de 5%.
As partes também chegaram a entendimento quanto ao adicional noturno, que ficou convencionado em 40%. Já o adicional de insalubridade passa a incidir sobre o salário mínimo, e o auxílio-creche, para R$ 50,00 por filho menor de seis anos.
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