20/08 - 10:30 - Agência Nordeste
MACEIÓ - O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), não quis esperar a crise na saúde pública se agravar mais do que já se registra desde o início da greve dos médicos, que completa hoje 85 dias. Na noite da última sexta-feira, o governador assinou o decreto 3.679/07, que foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do último sábado. O decreto permite ao Governo do Estado a adoção de medidas como a contratação temporária de médicos até que a situação em unidades hospitalares e ambulatórios volte ao normal.
Hoje, no início da manhã, venceu o prazo dado por neurocirurgiões do Hospital Pronto Socorro de Maceió para que houvesse algum avanço nas negociações. Como não houve, o hospital amanheceu sem os profissionais. O mesmo problema pode ser verificado no Hemocentro de Alagoas, já que os médicos hematologistas também deixaram de prestar atendimento nos ambulatórios da unidade desde a última sexta-feira. A falta deles pode causar prejuízos, até vitais, para pacientes portadores de doenças do sangue, como a leucemia, aplasias, hemofilias, entre outras.
O problema não pára por aí. O Sindicato dos Médicos em Alagoas continua sem querer negociar com o Governo do Estado, frente à proposta de 5% de reajuste salarial apresentada pelo Poder Executivo. Segundo Wellington Galvão, presidente do sindicato, “ou o Governo nos concede 50% de reajuste salarial ou os pedidos de demissão vão continuar a ocorrer”.
Até o momento, 244 médicos de diversas especialidades já protocolaram pedidos de demissão junto a Secretaria Estadual de Gestão Pública. Daqui a mais alguns dias, outros especialistas, como cirurgiões da Maternidade Santa Mônica, também deixarão de trabalhar deixando recém-nascidos sem assistência.
Nesta segunda-feira, o governador Teotônio Vilela Filho estará em Brasília para conversar com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A informação foi dada pela sua assessoria de comunicação.
Ao assinar o decreto, na última sexta-feira, o Governo deixou claro que a iniciativa “é de caráter excepcional e ocorreu em função da decisão dos médicos da rede pública em se manterem em greve e pedirem desligamento dos quadros do Estado. Esse quadro – de demissão dos médicos e pedido exoneração coletiva - conduziu a uma situação considerada dramática pelo Governo do Estado, dado aos prejuízos e sacrifícios a que a população está submetida, pela falta de atendimento médico na rede hospitalar e nas unidades do serviço de saúde”.
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Decretada situação de emergência na saúde pública de Pernambuco
