10/08 - 10:19 - Agência Estado
Quatro crianças angolanas receberam diagnóstico de poliomielite, mas os esforços para livrar o mundo da doença estão avançando, assegurou hoje em Genebra a direção da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os novos casos elevam a dez o número de crianças angolanas afetadas pela pólio este ano, prosseguiu a OMS.
Uma campanha nacional de vacinação está marcada para 31 de agosto."A qualidade das campanhas de imunização precisa ser melhorada em Angola", comentou Oliver Rosenbauer, porta-voz do programa da OMS para erradicação da poliomielite. Segundo ele, a OMS está trabalhando com autoridades locais para melhorar o acompanhamento da doença no país.
A poliomielite ressurgiu em 27 países da África, da Ásia e do Oriente Médio a partir de 2003, quando clérigos islâmicos da Nigéria promoveram um boicote a uma campanha de vacinação sob a alegação de que a imunização seria um complô liderado pelos Estados Unidos para tornar os muçulmanos inférteis e infectá-los com o vírus causador da aids.
A doença voltou a Angola em 2005, depois de quatro anos sem nenhum registro da doença, mas todas as infecções estavam ligadas a uma cepa indiana do vírus. A doença também é endêmica no Afeganistão e no Paquistão.
Em 2006, a OMS registrou 1.874 casos de poliomielite no mundo, acima dos 1.749 casos diagnosticados no ano anterior. De janeiro a agosto deste ano, 345 casos foram registrados. A poliomielite dissemina-se quando pessoas que não foram vacinadas entram em contato com as fezes das pessoas contaminadas. A doença também passa pela água. Ela ataca o sistema nervoso, provoca paralisia, atrofia muscular, deformação e, em muitos casos, a morte. Apesar disso, apenas uma em cada 200 crianças infectadas desenvolve os sintomas.
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