A dengue, doença que sempre foi associada ao verão, também pode fazer vítimas no inverno. Segundo balanço da Prefeitura de São Paulo, nos últimos 35 dias, cresceram em 526 as confirmações de casos de dengue na capital paulista.
Até 20 de junho, eram 1.578 pessoas contaminadas pelo Aedes aegypti. Pouco mais de um mês depois, em 25 de julho, o número saltou para 2.104 registros positivos.
"Em temperatura alta, o Aedes se reproduz mais rápido e facilita a proliferação da doença. Isso não significa que as pessoas estão imunes à dengue no inverno", afirmou o biólogo responsável pelo Programa Municipal de Combate à Dengue, Adriano Ogera.
Apesar do alerta, Ogera explica que os mais de 500 novos casos entre junho e julho não se referem apenas às contaminações desses meses. "Alguns resultados para confirmar dengue demoram 40 dias para ficar prontos. Muitas confirmações que aparecem agora são de amostras colhidas em maio e abril."
Do total de casos em São Paulo, 35 foram contraídos no mês de junho, um aumento de 483% comparado ao mesmo mês do ano passado, quando foram 6. Para prevenir mais ocorrências, a Prefeitura contratou 1.000 agentes para atuar no combate à dengue no inverno.
A capital paulista enfrenta um crescimento recorde de dengue. Os 2.104 registros até o dia 25 de julho são quase três vezes superiores à antiga marca histórica da doença, de 2003, quando foram 760 casos. No Estado, também explodiu a quantidade de infectados: 57.261, com 15 mortes, em 6 meses, frente a 50.027 e 6 mortes em 2006 inteiro. As informações são do Jornal da Tarde
AE