24/07 - 00:13 - AFP
A maioria dos casos de autismo pode ser explicada por mutações genéticas espontâneas, e não por uma predisposição genética transmitida por várias gerações, de acordo com um estudo americano publicado nesta segunda-feira nos Anais da Academia Nacional de Ciências.
Os autores do estudo sugerem que as mutações genéticas do DNA de uma criança ou de um de seus pais podem desempenhar um papel maior do que se pensava no aparecimento do autismo esporádico, quando não há antecedentes familiares.
A origem genética dessa doença ainda é um mistério, mas nesse estudo os pesquisadores americanos destacaram que mutações espontâneas ou pequenas anomalias de DNA foram observadas em cerca de 10% dos pacientes estudados e, principalmente, entre aqueles que sofrem autismo esporádico, o mais freqüente, por oposição ao autismo genético.
Essa mutação espontânea, que avançaria com a idade dos pais, e o fato de que várias mulheres nos países desenvolvidos retardam o momento da gravidez poderiam explicar o motivo pelo qual pais mais velhos seriam mais propensos a ter filhos autistas.
rlp/tt
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