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Bactéria presente em hospitais pode matar em 72 horas

18/01 - 23:47 - EFE

Washington, 18 jan (EFE).- Cientistas americanos revelaram que uma bactéria que circula nos hospitais produz uma toxina que pode causar a morte dos pacientes de pneumonia em 72 horas.

Em artigo publicado hoje pela revista "Science", os pesquisadores mostraram suas conclusões sobre a Leucocidina Panton-Valentine (PLV,em inglês), produzida pelo estafilococo áureo. A bactéria pode transmitir a toxina com mais freqüência do que se achava, explica o estudo.

Os cientistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade A&M do Texas detectaram um surto do "Estafiloco áureo Resistente a Meticilina" (MRSA, em inglês).

A infecção é a mais comum nos hospitais e pode causar uma inflamação cardíaca, uma síndrome tóxica e meningite.

"O MRSA está saindo das salas hospitalares e causando doenças em gente saudável", diz o estudo.

Além disso, segundo as experiências feitas com ratos de laboratório, a toxina pode causar pneumonia e matar o tecido sadio.

Felizmente, as pessoas contaminadas pela bactéria desenvolvem rapidamente febre alta, e os médicos podem detectar a doença a tempo.

Nos testes com ratos infectados com cepas positivas de PVL, os cientistas detectaram sintomas de doença grave como letargia, encolhimento muscular e perda de peso. Os pulmões dos roedores mostraram hemorragia, inflamação e morte do tecido.

Segundo a epidemiologista Maria Labandeira-Rey, do Centro de Ciências da Saúde, o estudo demonstrou que o PVL não é só um fator de virulência das infecções pulmonares. Os seus genes interferem como sistema imunológico, o que contribui para aumentar o perigo.

O alerta sobre a doença foi dado no ano passado pelos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA num estudo sobre a reação do sistema imunológico ao estafilococo áureo.

O órgão alertou que "estão surgindo cepas de causam doença" e "pela primeira vez está demonstrado que suas cepas são mortais e têm grande capacidade para superar as defesas".


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